O exemplo mais vibrante do efeito de bipolaridade causado por este trabalho.
Tem dias em que é a companheira mais enérgica e bem humorada do call center, chegando a raiar a fofinheza.
Noutros dias, como ela própria diz, tem o coração negro: dá tacadas e raspanetes a toda a gente, mesmo que só peças licença para passar, é sarcastica até aos fundilhos (como os calções da Pitazita) e ai de quem se meta à sua frente.
Tem fobia aos ratos, mas não foi por consideração a ela que fizeram a limpeza ao edifício (não, não foi desratização, foi mesmo passar vassoura e esfregona!) no dia em que encontraram um mini ratinho na copa do primeiro andar.
Foi porque depois fechavam a chafarrica toda!
Porque a fanfiction existe. E a vida real também é um estalo do caraças quando temos várias pessoas a morar na nossa cabeça!
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terça-feira, 2 de junho de 2015
sábado, 30 de maio de 2015
Ah... quase férias!
O Cromagnon ganhou 4 dias de folga seguidos, quando o normal é apenas de um ou, vá, dois dias.
Isto inclui um fim de semana, o que é bom, e a segunda-feira, o que é melhor ainda porque, ali, habitualmente, a segunda-feira é o dia do Demo, uma vez que toda a gente gosta de tratar das suas mariquices todas e de telefonar para os sítios na segunda-feira.
De manhã!
O Cromagnon acha, e apregoa aos sete ventos, mesmo lá para o fundo do espaço, que tal benesse se deve à sua excelente prestação como operador.
Ou a ir ser despachado em breve porque é um bocado baldas, por protestar de tudo e mais alguma coisa, por levantar a voz aos colegas e aos segurados, por vezes, até ser mal educado, por quase se ter ferrado à porradinha com uns quantos colegas, no local de trabalho, com os segurados da outra linha e em frente a supervisores e por, basicamente, ser chato como a potassa.
Uma delas.
Isto inclui um fim de semana, o que é bom, e a segunda-feira, o que é melhor ainda porque, ali, habitualmente, a segunda-feira é o dia do Demo, uma vez que toda a gente gosta de tratar das suas mariquices todas e de telefonar para os sítios na segunda-feira.
De manhã!
O Cromagnon acha, e apregoa aos sete ventos, mesmo lá para o fundo do espaço, que tal benesse se deve à sua excelente prestação como operador.
Ou a ir ser despachado em breve porque é um bocado baldas, por protestar de tudo e mais alguma coisa, por levantar a voz aos colegas e aos segurados, por vezes, até ser mal educado, por quase se ter ferrado à porradinha com uns quantos colegas, no local de trabalho, com os segurados da outra linha e em frente a supervisores e por, basicamente, ser chato como a potassa.
Uma delas.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Teoria dos Relacionamentos num call center perto de si.
Aqui há uma regra interessante: para não prejudicar o ambiente laboral, e é compreensível, não se pode ter relacionamentos com colegas de trabalho.
Quando isto, inevitavelmente, sucede (ó meu deus, parece que engoli um dicionário!), os respectivos colegas são colocados em postos ou horários distintos, e incentiva-se a não comunicação entre as partes.
A outra hipótese, e também mais utilizada, é despedir um deles, e cortar o mal pela raiz.
Também há duas tábuas de medir.
No caso óbvio do nosso departamento, os alguns elementos, além de trabalharem juntos no mesmo piso e a um máximo de 3 metros um do outro, utilizam o telefone da casa para passar recadinhos entre um e outro e combinar coisas pessoais, além de meter outros elementos na conversa, o que, às tantas, faz aquele escritório parecer mais a sala lá de casa ("então, vamos ali a taberna petiscar e beber umas cervejas e ver o jogo de futebol e o rescaldo, apesar de alguns de nós estarem em horário de trabalho?") e nós não sabemos o que é que estamos ali a fazer, porque nos sentimos, vá, um bocado a mais, e menos num escritório de Call Center onde, supostamente, se trabalha.
Já de outros tipos de relacionamento, em locais como este, é de bom tom não se falar de todo, especialmente se um ou mais dos elementos são casados com outra pessoa que não aquela, e mesmo que algum colega os veja um pouco mais íntimos no elevador ou na casa de banho do lado menos usado do open space...
E depois venham precisamente com ideias fofinhas para o dia dos namorados, tipo, t-shirt vermelha se estás comprometido, amarela se assim assim e vermelha se não disponível, exibindo orgulhosamente t-shirts vermelhas e um balãozinho atado no braço.
E depois venham precisamente com ideias fofinhas para o dia dos namorados, tipo, t-shirt vermelha se estás comprometido, amarela se assim assim e vermelha se não disponível, exibindo orgulhosamente t-shirts vermelhas e um balãozinho atado no braço.
Nesse dia, o grosso da equipa de Portugal mandou estas teorias às de vilas diogo e veio quase tudo de preto ou azul, menos a miúda fashion da Figueira, que veio fofa e fashion e super fixe, como vinha todos os dias, claro.
Terá sido mais um prego na jangada que nos afundou naquele local e fez o chefe querer abrir antes um escritório em Lisboa.
A hipótese de ele querer estar mais perto das praias de Cascais é outra teoria, já que Madrid não fica assim tão perto das praias de Cascais.
De também referir que as regras da casa, no papel que temos de assinar, nos dizem que não se pode utilizar o telefone do trabalho por motivos pessoais, mas isso, provavelmente, depende do ponto de vista, e telefonar para os pais idosos que estão a mais de 300 kms de distância ou para os filhos pequenos que ficaram sem o pai ou a mãe no fim de semana e já não o ou a vão ver, porque sai tarde, e eles tem de se deitar cedo porque há escolinha no dia seguinte, é considerado delito grave e motivo para chamada de atenção da parte do superior mais próximo, mas telefonar para a mãe a sabe se o bóbi cagou, ou combinar saídas com colegas dentro do trabalho, amigos de fora do trabalho ou até mesmo o namorado supervisor, já é cordialmente aceite (olha, pimbas, dicionário, outra vez!), quando mais não seja porque o supervisor até é amigo do nosso superior mais próximo e o dito superior até poderá ser convidado para a tal patuscada!
É como o nosso sistema de integridade social: a corrupção até é tolerada, mas ir para a net expor verdades do governo, ui, isso é que já não, é uma coisa perigosíssima, não podemos admitir numa sociedade actual como a nossa, vamos já enviar a PJ atrás para apanhar os meliantes e apagar todos os registos!
2.13
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Fisgas Baguete, o pseudo hippie, baldas ou qualquer coisa assim do género.
O Fisgas Baguete. aparentemente, era especialista licenciado em temperamento zen mas, em termos práticos, e pelo que a mim parecia, uma das pessoas que conheci que fervia em menos água, sendo as outras o Cromagnon e o Maligno, uma vez que já quase que se ferraram à pantufadita ali em frente dos colegas, supervisores e os clientes do outro lado da linha, mas não sei, se calhar vejo coisas a mais.
Às vezes também oferecia bolo e era perfeitamente cordial, pelo que uma pessoa fica confusa.
Volta e meia, fazia a sua borradita, e levantava o garimpo ao colega mais próximo que dissesse "piu", além de que tinha o aborrecido hábito de se meter à coca das calinadas dos colegas para ir fazer queixa à supervisão, o que não é uma das nossas funções no trabalho. nas costas dos ditos colegas, por mail com cópia também ao colega visado, que era um bocado apanhado de surpresa.
Apreciava folgas, férias e baldas, gozando as suas horas livres com um rigor britânico que não possuia para a hora de entrada.
Tinha o hábito de fazer partidas parvas aos colegas (mas mesmo muito parvas, daquelas que só têm piada para ele), do género dizer que não sei quem tinha feito reclamação, ou que tinha mandado o reboque de Lisboa para uma assistência mas na Odivelas do Alentejo e que o director ali do andar estava muito aborrecido à sua procura porque tinha gasto uma batelada de dinheiro à companhia, mas deixou de se esticar com esta que vos escreve, por mor de ter, uma ocasião, visto o Demo em forma de Baldomero.
(O Baldomero é uma das pessoas que vive na minha cabeça).
Não se livrou precisamente esta que vos escreve da bela conversa com a supervisora responsável, depois do devido mail a fazer queixinhas, endereçado quando a criatura se recompôs, no dia seguinte mas, pelo menos, sossegaram-lhe as parvoíces!
Já não se encontra no seio da equipa, mas também nunca escondeu o seu intenso desejo de ver aquilo pelas costas, uma vez que, assumidamente, não via qualquer futuro naquela profissão, e o seu objectivo era divertir-se um pouco, conhecer pessoas, e ganhar uns trocos para viajar, que foi o que ele fez assim que pôde.
Mais esperto que todos nós, afinal, menos na escolha do país.
Tivesse ele decidido fazer isto na Holanda ou na Bélgica, ainda chegava ao fim do mês com algo que poupar, agora aqui, só valia mesmo pela experiência de vida...
2.12
segunda-feira, 16 de março de 2015
A balada de Fraulein P.
A Fraulein P. tinha idade para ter juízo mas, por causa dos azares da vida, ficou sem o rico emprego correspondente ao seu juízo e teve de se sujeitar ao call center. nada que desanime uma mulher de armas!
Mas há coisas que, afinal, desanimam.
Fraulein P. tinha qualificações, experiência e vontade de trabalhar.
Fraulein P. sabia a língua alemã ao nível nativo, mas não lhe deram a oportunidade no departamento de alemão, apesar de precisarem (oh, se precisam!).
Fraulein P. tinha quilometragem em secretariado e assessoria, mas não lhe deram tarefas de mais responsabilidade.
Fraulein P. pediu insistentemente mais que fazer, mas o que lhe deram foi trabalho no dia em que tinha de tratar das matriculas do filhote e a folga no dia a seguir, e foi o Texas em cuecas para poder ter direito ao que, por lei, tem direito.
Fraulein P. até achou o big chefe um homem charmoso e muito interessante quando partilhou uma viagem de elevador com o senhor, o que seria um bom augúrio para uma carreira ali dentro, sendo até a Fraulein uma moça solteira e descomprometida.
Um dia, inevitavelmente, Fraulein P. foi contactada por uma empresa que lhe ofereceu o que ela queria e mais alguma coisa, e isto quer dizer, sim, fins de semana, sair as 17h, ter feriados, natal E ano novo!, trabalhar mais perto de casa, receber mais ordenado e mais responsabilidade, aceitou, e depois acharam muito estranho ela despedir-se.
Não sejam espertos, não!
2.11
quarta-feira, 11 de março de 2015
Experiência em call center.
Vivi em Madrid entre 2011 e 2013, país igualmente em crise, como o nosso, com a diferença de que, na cabeça do espanhol comum, se é para comprar alguma coisa, compram espanhola, que o que é espanhol é que é bom, ao contrário de cá, em que o que é português é mau e o que é alemão é que é bom.
Em termos de emprego, não é muito fácil, a não ser que se tenha uma profissão muito específica, como informático, área em que não havia muitos profissionais qualificados, já que os espanhóis eram, vá, um bocado nabos.
Com formação em educação e línguas, só tinha duas hipóteses: escolas de idiomas, a dar aulas em empresas (português, que estava na moda, e inglês, porque o espanhol comum, vá, é um nabo, as coisas são todas dobradas e falam um inglês tão típico deles que até há uma rádio nesse inglês e que só eles é que percebem, além de terem a forte convicção de que a maneira deles é que está certa e de que os ingleses têm mas é de ir aprender com os espanhóis!) no cu de Judas, tipo 2 horas de viagem para ir, 1 hora de aula, mais 2 horas de viagem para voltar, e isto quando não era chegar lá e "ah e tal, tivemos uma formação, esquecemo-nos de avisar", ou call centers, muito em voga na altura.
O primeiro onde trabalhei era uma empresa de descontos online e, depois de uns quantos meses a correr Madrid, o que eu considero uma boa formação, porque tive que me desenrascar com a língua, com transportes e com mapas (eu sou verdadeiramente desorientada, acreditem!), tive a sorte de ir para um trabalho em que havia estabilidade de horário, de rotina e de ordenado, e um grupo de colegas, que iam ser sempre os mesmos.
O trabalho fazia-se bem, basicamente era esclarecer dúvidas dos clientes e ajudar em procedimentos, lá de vez em quando levando com uma reclamação porque a pessoa se esquecia de gastar os créditos mas achava que era nossa a responsabilidade de a avisar, ou uns quantos produtos que nunca mais chegavam e que tínhamos de inventar desculpas para o atraso, quando na realidade o que se passava era que a moça do departamento de parceiros estava tão entretida a abrir mais o decote ao chefe que estava no cubículo mais próximo, que se esquecia de enviar os dados dos clientes.
O escritório era excelente, um edifício moderno no centro de Madrid, com as coisas todas ali ao pé, até o Pablo Alborán, tinha uma copa toda sim senhor, uma máquina de café de borla, o que foi um mau negócio para os senhores, havendo café grátis e uma dúzia de portugueses na empresa, a equipa era excelente, a nossa coordenadora admirável, ainda hoje a tomo como referência, e devo dizer que não encontrei um chefe de equipa que lhe chegue aos tornozelos, os colegas eram uns grandes malucos e ainda mantemos contacto, uns em Espanha, outros em Portugal, só foi pena vir de lá uma espanhola armada em boazinha, "ah e tal vamos melhorar procedimentos", nós já a imaginar colchões viscoelásticos a ser entregues a tempo e horas mas, afinal, era encerrar ali o departamento de Portugal, abrir um escritório em Lisboa e correr com toda a gente fora com uma carta a dizer que tínhamos baixado o rendimento. O que era uma grande aldrabice.
Assistência em viagem 1, Madrid, estive lá 3 ou 4 meses, avisei que ia casar, despediram-me uma semana antes com a desculpa de que baixei o rendimento e que já não lhes agradava o meu trabalho.
Como habitual, não faltei um dia, cumpri sempre o meu horário e as minhas funções e nem sequer levantei a voz a colegas ou clientes, gramei com fins de semana no pico do verão num 22° andar sem ar condicionado (e então se Madrid é quente no Verão!), com outros colegas, a ouvir os patrones, de sua graça Montes, y sus amigos, a disfrutar do enorme terraço com piscina que tinham num 23° andar, acima de nós, ali no escritório, em plena cidade de Madrid.
Ah, o tal papel que, por lei, tinha de entregar a avisar que me ia casar? Ignoraram.
E uma colega colombiana, que falava espanhol e inglês, foi obrigada a fazer o turno das 23h-8h, a contragosto, com 3 filhos pequenos em casa, e foi despedida por não falar português, que era obrigatoriedade do turno, sendo que já sabiam disso quando a escolheram para esse horário.
Infelizmente para eles, ela conhecia um bom advogado.
Não havia sitio onde comer, apenas no nosso posto, arejar, só mesmo indo até à janela discretamente, podíamos ir 20 minutos até a porta do edifício apanhar ar ou, no caso de alguns colegas, fumar, mas não podíamos estar os 20 minutos no nosso posto a comer uma sandocha e um iogurte e a ler um livro.
O wc era um buraco que não tinha janela, não tinha fecho, não tinha sabão e, na maioria das vezes, não tinha papel nem sequer luz.
Havia uma maquina de snacks e outra de café, invariavelmente com um papel a dizer "no funciona".
E sabem que nome carinhoso ganharam os patrões entre a escumalha do andar de baixo, por serem assim de fixes? Os Montes de Me...
Empresa de entregas rápidas, Madrid, entrámos para fazer uma campanha de 6 meses, na ideia de que era um horário de 8 horas para descobrirmos, ao assinar o contrato, que era de 5, até ver, o que foi chato para uma colega que tinha recusado um trabalho melhor, com as 8 horas, mas que era para substituir uma licença de maternidade.
É que também nos disseram que havia possibilidade de continuar na empresa.
Só se esqueceram de avisar que era só no caso de um colega, carinhosamente apelidado de "enchufe", porque tinha conhecimentos lá dentro...
Como nos outros sítios, o trabalho fazia-se bem, não tinha de vender ou impingir nada às pessoas, o ambiente é que, enfim...
Quem caia bem e se ria das piadolas da coordenadora número 1, estava na boa, podia fazer pausa de meia hora sem levar nas orelhas, em vez de 15, quem ignorasse os calções a mostrar o rego da coordenadora nº 2 e dissesse que também era groupie do Alejandro Sanz, mesmo ao ponto de ir acampar dois dias antes para a porta do sítio do concerto, também estava safo, mesmo que levantasse a voz a um cliente e o chamasse de surdo ou de lerdo.
E duas coordenadoras para um grupo de 10, porquê?
Porque aquilo era tão jeitoso que a que estava lá antes e fazia o trabalho normal, mandou-os à m..., e nenhuma destas sozinhas conseguia fazer o trabalho da outra que, uma vez que já não estava lá, era alvo de todas as lendas urbanas possíveis, acho que só faltou dizer que tinha fugido a cavalo num unicórnio.
Ah, referi que a coordenadora número 1 deste serviço, cujo principal prestador era americano, não falava uma única palavra em inglês...
O que quer dizer que o departamento de recursos humanos também não devia funcionar lá muito bem...
Assistência em viagem 2, Lisboa, mas empresa espanhola. Enfim, é o que se vê, não varia muito, lá fui dispensada um mês antes de terminar a licença de maternidade, depois de ter andado meses na formação médica da casa, de ter de andar a sair às 23h, apesar de não ser obrigada, estando grávida (informem-se!), e depois de ter ganho prémio de produtividade antes de sair.
Acho que a diferença é que dos outros locais trago sempre amigos, mas os lisboetas são um bocado mais susceptíveis com estas coisas de blogs...
Moral da história: estou um bocado relutante em voltar a trabalhar com empresas espanholas...
2.10
2.10
sábado, 7 de março de 2015
O dom da comunicação mútua.
Situação 1:
marta, a operadora: Então, temos um smart branco e dourado virado na valeta, matrícula....., em (cidade), mesmo em frente à junta de freguesia, na esquina do café Maminha.
Reboque Faísca da Meia Noite: Qual é a rua? Sem essa informação não consigo lá chegar!
Situação 2:
marta, a operadora: Então, temos um smart preto e azul virado na valeta, matrícula....., em (cidade), Rua das Papoilas Saltitantes, em frente ao número 13.
Reboque Faísca da Meia Noite: Ó menina, e a referência? Sem essa informação não consigo lá chegar!
Situação 3:
marta, a operadora: Então, temos um smart branco e azul virado ao contrário, matrícula....., no Porto, na vci, sentido Porto-Arrábida.
Reboque Faísca da Meia Noite: Ó menina, e em que sentido?...
(A sério, os smarts rebolam. Não tenham cuidado com essas velocidades, e essas malucas das valetas, não!)
2.9
marta, a operadora: Então, temos um smart branco e dourado virado na valeta, matrícula....., em (cidade), mesmo em frente à junta de freguesia, na esquina do café Maminha.
Reboque Faísca da Meia Noite: Qual é a rua? Sem essa informação não consigo lá chegar!
Situação 2:
marta, a operadora: Então, temos um smart preto e azul virado na valeta, matrícula....., em (cidade), Rua das Papoilas Saltitantes, em frente ao número 13.
Reboque Faísca da Meia Noite: Ó menina, e a referência? Sem essa informação não consigo lá chegar!
Situação 3:
marta, a operadora: Então, temos um smart branco e azul virado ao contrário, matrícula....., no Porto, na vci, sentido Porto-Arrábida.
Reboque Faísca da Meia Noite: Ó menina, e em que sentido?...
(A sério, os smarts rebolam. Não tenham cuidado com essas velocidades, e essas malucas das valetas, não!)
2.9
sexta-feira, 6 de março de 2015
O que se traduz, em termos práticos, por "Momentos de pausa" no trabalho.
O nosso horário de trabalho é de 8 horas, mais uma para a refeição e, inicialmente, vinha com direito a 20 minutos de pausa de manhã e outros 20 à tarde, facultativos e não acumuláveis.
Em termos práticos, se não fazem os vossos 20 minutos de pausa, ficam a arder com eles.
Em termos práticos, se não fazem os vossos 20 minutos de pausa, ficam a arder com eles.
Os 20 minutos de manhã e de tarde, eventualmente, um belo dia, e sem que ninguém (da massa trabalhadora daquele departamento, pelo menos) soubesse, foram reduzidos para 10 minutos a disfrutar em qualquer momento da nossa preferência, no dia todo, tendo em conta que estamos as ditas 8 horas a olhar para um pc (só neste ano e meio que ali andei, aumentei uma dioptria e meia, imaginem a qualidade daquele sistema informático!) e com chamadas non stop.
Há que referir que a hora de almoço supostamente calha algures pelo meio, dependendo da nossa preferência ou se houve consenso entre a organização da mesma, a cargo da responsabilidade e da falta dela de quem não a tem entre os colegas da assistência, em vez de ser organizada pela supervisão, ou por um coordenador responsável, para não se dar hipótese de haver desunião e discussões na equipa, apesar de ser também um espectáculo divertido.
Depende dos gostos, claro!
Num outro call center onde trabalhei, enfim, também éramos menos, a nossa coordenadora de grupo era um bocado general, uma líder de tropas organizadíssima e muito justa: chegava lá, apresentava as coisas, explicava porquê, nós percebíamos a lógica, concordávamos, e havia harmonia na família.
Fez dois turnos: os que iam almoçar às 13h e os que iam almoças às 14h. A partir daí, quem almoçava mais cedo, fazia pausa mais cedo, e quem almoçava mais tarde, fazia pausa mais tarde. Esta semana estava metade da equipa com o turno das 13h, e na semana seguinte trocava-se.
Simples e lógico.
(Também deu nas orelhas a uma colega que chegava antes da hora e começava a responder a mails nas costas dos colegas para depois ter mais pontuação, porque era injusto para com os colegas. Uma coisa é andar a laurear a pevide no horário de trabalho e ter menos rendimento, outra é aumentar a estatística nas costas dos outros "competidores". Mas foi um valente raspanete!)
(Também deu nas orelhas a uma colega que chegava antes da hora e começava a responder a mails nas costas dos colegas para depois ter mais pontuação, porque era injusto para com os colegas. Uma coisa é andar a laurear a pevide no horário de trabalho e ter menos rendimento, outra é aumentar a estatística nas costas dos outros "competidores". Mas foi um valente raspanete!)
Aqui, é mais no género "Vou às 13h porque já combinei com não sei quem, não me interessa que o outro colega tenha chegado às 8h e ainda nem tenha feito pausa", ou "vou jantar às 20h porque estou farto de estar aqui e vai jogar o Torreense, quero lá saber que o outro colega de turno tenha de ir jantar às 21h para depois sair às 23h".
E sem ninguém controlar, a não ser o próprio discernimento. Estão a ver a coisa?
Chegou-se a apresentar esta experiência à nossa superior directa, mas não foi aceite, optaram antes por confiar na orientação (e na falta dele...) da equipa para se organizar com as horas de almoço e de jantar...
O mesmo se passou com o pedido de verificar a legalidade dos 10 minutos para 8 horas de trabalho com o nosso departamento de Recursos Humanos (sei lá, eles devem perceber destas coisas, não?...), que foram respondidos com um abanar de cabeça e um "não é possível, mas tu podes, que estas grávida".
Pois, podia, mas não era desculpa, estamos todos ali as 8 horas a olhar para a aventesma do ecrã, mas passei a trazer fruta e biscoitos para o meu posto, outra ilegalidade, mas o facto é que ir até ao outro andar e passar pelo novo sistema em que temos de meter o dedo no leitor para abrir as portas e aquilo nem sempre funciona, e ainda voltar, só dá para comer um iogurte, e à pressa, pelo que a grávida quer la saber de ilegalidades, se a criança pede comida a cada duas horas, a grávida enfarda dois pêssegos ou meia dúzia de bolachas Maria a cada duas horas no posto de trabalho e a mandar um reboque para a estrada!
2.8
domingo, 1 de março de 2015
Ah... a nostalgia, essa bicha com dentes...
Mais uma posta vinda lá do outro lado... Recuerdos, recuerdos...
2.7
Então, pá, perdeste o pio, foi?
Ná, ainda não foi desta, tenho é andado mesmo atarefada.
E o baby mac armou-se em parvo e resolveu bloquear, pelo que foi passar uns diazitos à assistência...
Ora novidades:
A casa já tem mais móveis no sítio.
Os pombitos estão quase a sair do ninho.
As gatas ainda não os conseguiram afinfar, e é muito pouco provável que alguma vez o consigam fazer.
Já trouxe alguns livros lá de Torres. Enchi 3 quadrados do móvel do Ikea. Ainda tenho imenso espaço. Estou optimista. Pode ser que consiga encaixar a pázada de livros que ainda tenho de trazer E tenha espaço para mais alguns adquiridos nos entretantos.
Mais uma vez, tive muita sorte com os colegas de trabalho. Com os da formação e mais uns arraçados de alemães lá do 6º andar até já houve caracolada.
Obviamente, ganhei nos caracóis, mas não ganhei nas imperiais.
Acho que vou andar de candeias às avessas com uma das colegas mais antigas, porque lhe tirei o caixote do lixo do sítio, sem querer, e ia entrando à vontadex pela casa de banho com ela lá dentro, novamente sem querer.
É cá um feeling, não sei.
Vou abrir no blog a rúbrica de piadolas parvas dedicadas ao tópico "Chamar-se Marta e trabalhar na Assistência em Viagem de uma conhecida Seguradora".
Até agora, ainda não houve piadolas da parte nem de assegurados nem de fornecedores. Apenas do Supervisor. Mas como ele é um fixe, está perdoado.
Por isso, já sabem: se ficarem aflitos na estrada e vos atender uma Marta do outro lado, há grandes probabilidades de ser esta que vos escreve. Muito prováveis no caso de ser aquela #$#"$/ que vos diz que um furo em Ayamonte não está coberto, mas que podemos indicar um reboque para ir ajudar.
Na segunda-feira lá vamos fazer o xixi para uma caixinha e levar uma pica. Uma colega estava interessada em saber se nos vão fazer também testes psicológicos, mas parece que é só físicos, é a minha sorte, daqui a uns dias já percebem o que a casa gasta, mas como também me sei portar muito bem, acho que me safo.
Já me ofereci para levar bolo, porque vamos ficar todos muito fraquinhos depois de levar a pica para tirar sangue, e não pode ser.
Calhou-me na rifa o horário da tarde/noite, pelo que também calculo que vou andar com as teclas do pc marcadas na testa por mor de adormecer em cima do teclado. Espero não me babar muito.
O sítio é muito jeitoso, vou apanhar as marchas em toda a sua glória, coisa que nunca me apeteceu muito fazer, por acaso, mas estou a meio caminho entre a vida maluca da Baixa e a Feira do Livro. Decisions, decisions...
Vou andar por casa sozinha na próxima semana, e já estou a planear grandes feitos nas costas do Puto, desgraçadinho, que vai para Madrid ajudar os borregos que não sabem fazer nada sem ele: vou meter os quadros que trouxe de Torres (isso mesmo, furar paredes...), meter a leitura em dia, passear na Feira, comer farturas, vamos lá ver se o São Pedro alinha nestes belos planos.
Ontem ainda tive oportunidade de mostrar ao Puto a minha costela de Baldomero com a qual não tinha travado conhecimento: aprendeu que não se devem ter cá em casa atitudes românticas tipo tentar pegar ao colinho a sua gaja que está ferrada no sofá para a levar para a caminha sob pena desta acordar com a personalidade mais cavernícola no display. Tenho andado a manhã toda envergonhadíssima, a pedir desculpas, e devo andar de bolinha baixa nas próximas semanas...
2.7
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Eu cá sou uma invejosa, mas é!
Ontem calhou-me na rifa uma desgraçada que teve a ideia de ir fazer uma road trip com mais 5 pessoas numa fiat scudo sem se lembrar de fazer uma revisão à carrinha, e que levou com uma cabeça de cilindro pifada algures no cu de Judas em Itália.
Mesmo no cu de Judas, ninguém sabia que vila era aquela.
A menina do blog vai confirmar a localização ao mapa, onde está o hotel da senhora, a oficina da Fiat em questão... e é no meio da serra... para os lados de Florença.
O colega P., ao meu lado (que teve de gramar com o mediador que queria inventar coisas na apólice, o espertalhão!), começou com as conversas de "ah, os Médici", eu já estava na da "ah, a Toscana". e depois "ah, as paisagens, a comida, a História, a Cultura", e pronto, fiquei mas foi feita um bocado parva a babar-me para o mapa da google.
E deu-me cá uma vontadinha de fazer a mesma coisa!
(Mas com revisão feita, claro, não fosse cá o diabo tecê-las...)
2.6
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Florbela Cota, a Catedrática.
O meu pesadelo a cores e ao vivo.
É aquilo que tenho a possibilidade de me tornar, se o sarcasmo, a insanidade e a cafeína não me salvarem ou não me arranjarem um bilhete só de ida daqui para fora.
Ou um emprego numa livraria de bairro...
A Florbela é das colegas que está na casa há mais anos.
Domina em todos os departamentos, sabe os prestadores de cor, ajuda no que é preciso.
Com quase 15 anos de casa, continua como operadora.
Viu os colegas operadores que entraram com ela a passarem para outros departamentos onde têm um horário e ordenado melhor, apesar de ter filhotes pequenos em casa e ter de se sujeitar ao turno em que se sai às 23h, vê várias pessoas a ser promovidas porque "cairam bem" ou se enrolaram com a pessoa certa, vê colegas que trabalham menos ganhar mais que ela, a supervisão (e superiores em geral), que lhe deve respeito, implica com ela por coisinhas de kaki.
Sim, é o meu pesadelo diário.
É porque eu também sou assim: quero fazer as coisas com imparcialidade e respeito e harmonia, e não à maneira de cobra venenosa.
Em suma, somos umas totós.
Se, daqui a 15 anos, ainda ali estiver como operadora, a aturar Pitazitas e Cromagnons, corto os pulsos!
Ou bebo café da máquina da copa do 6º andar.
Se calhar os pulsos.
O café é uma morte mais rápida e fulminante, mas cortar os pulsos será indubitavelmente menos doloroso e traumático!
2.5
É aquilo que tenho a possibilidade de me tornar, se o sarcasmo, a insanidade e a cafeína não me salvarem ou não me arranjarem um bilhete só de ida daqui para fora.
Ou um emprego numa livraria de bairro...
A Florbela é das colegas que está na casa há mais anos.
Domina em todos os departamentos, sabe os prestadores de cor, ajuda no que é preciso.
Com quase 15 anos de casa, continua como operadora.
Viu os colegas operadores que entraram com ela a passarem para outros departamentos onde têm um horário e ordenado melhor, apesar de ter filhotes pequenos em casa e ter de se sujeitar ao turno em que se sai às 23h, vê várias pessoas a ser promovidas porque "cairam bem" ou se enrolaram com a pessoa certa, vê colegas que trabalham menos ganhar mais que ela, a supervisão (e superiores em geral), que lhe deve respeito, implica com ela por coisinhas de kaki.
Sim, é o meu pesadelo diário.
É porque eu também sou assim: quero fazer as coisas com imparcialidade e respeito e harmonia, e não à maneira de cobra venenosa.
Em suma, somos umas totós.
Se, daqui a 15 anos, ainda ali estiver como operadora, a aturar Pitazitas e Cromagnons, corto os pulsos!
Ou bebo café da máquina da copa do 6º andar.
Se calhar os pulsos.
O café é uma morte mais rápida e fulminante, mas cortar os pulsos será indubitavelmente menos doloroso e traumático!
2.5
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Aprendam que eu não duro sempre #573787267894
Em termos de assistência em viagem, quando apanhamos com uma pessoa do outro lado que coopera, apesar de estar muitas vezes aflito/a ou nervoso, e que segue as instruções da operadora como se fosse quase a única pessoa do mundo que a pode ajudar (e geralmente é, tendo em conta que conseguimos sacar informação suficiente à pessoa para conseguir descobrir onde ela está, coisa que muitas vezes a própria pessoa não sabe, e enviar o reboque ou o táxi mais próximo e o mais rapidamente possível), percebemos que a avaria não passou de um simples azar.
Quando a pessoa do outro lado levanta a garimpa, é mal educada ou desagradável, é quase sempre certo que a avaria é por sua responsabilidade, seja por ter trocado o combustível ou por se ter metido numa viagem grande, ou nem por isso, sem ter aberto o capôt para espreitar o nível de óleo ou para fazer uma revisão ao carro.
Regra geral, são audis e o condutor acabou de lhes f#$@€r o turbo!
2.4
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Assistência em modo brejeiro, mas só às vezes.
O nosso colega Cromagnon vem equipado de calça de beto e camisa do Hugo Boss xpto oferecida pelo papá, impecavelmente engomadas pela mamã mas, quando abre a santa boquinha, saem-lhe verdadeiras expressões de homem das obras, do género "belas chuchas", referindo-se aos seios de uma colega que está a passar no fundo da sala, comprometida, ou um "Vou agora telefonar à Joaquina Marisa, que é a maior bomba da Chéché Assistência" alto e bom som, igualmente comprometida, sendo que hoje é a Joaquina Marisa, mas ontem era a Francisca Angélica, no dia anterior a Rosilda América e ainda no anterior a Ediberta Afonsa.
Este gajo, qualquer dia, leva um processo por assédio.
Ou porque já não o podem ouvir.
2.3
Este gajo, qualquer dia, leva um processo por assédio.
Ou porque já não o podem ouvir.
2.3
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Josefina Lúcia, a Lassie.
A apêndice da Pitazita, segue-a como uma Lassiezita.
Da mesma idade mental da Pitazita, foi coleguinha de escola quando eram, precisamente, pitazitas (têm uma foto a comprovar), tendo, no entanto, quatro vezes mais a massa corporal da outra, que tenta controlar de forma catastroficamente mal sucedida com dietas, mais do que loucas, mesmo ao nível de estúpidas, ou até mesmo algo suicidas, do género quatro semanas seguidas a comer tomate com sal à dentada, ou pepinos inteiros com casca (sopa, Lassie, come sopa, mulher!), babando-se e gemendo de desejos quando as parvas das colegas levam fatias de pão caseiro besuntadas com doce de frutos silvestres e queijo creme para o lanche da tarde e depois metem as fotos no facebook .
Pelo pc do trabalho, no horário do patrão, claro...
2.2
2.2
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
O Cromagnon e as gajas da corrida da mulher.
O Cromagnon, vindo de Cascais, um dia, viu no Cais do Sodré uma data de damas adeptas da corrida da mulher, coisa que, apesar de lhe ter alegrado bastante as vistas por esse dia e mais uns quantos, não justificava que deixasse de assediar a boazona do departamento de Espanha que estava de serviço ao fim de semana, tal como o facto de a rapariga ser comprometida também não lhe refreia os piropos.
O Cromagnon é, como ele próprio diz, um "amante da beleza do belo sexo", o que quer dizer que a moça pode ter o cérebro de uma faneca ou de uma Cátia Palhinha e um belo par de mamas para se encaixar neste grupo, mas que não cabe no caso de ser Nobel da Química mas também um bocado trambolho, ou uma rapariga, de acordo com os padrões habituais, "normal".
Fez-me lembrar um patrão que tive anteriormente, que um dia chegou ao escritório a tecer louvores ao Santana Lopes, esse grande/pequeno matxo man, que conseguiu enganar um grupo de senhoras para uma pseudo-conferência política, o que as deixou um bocado danadas, visto que, se soubessem ao que iam, não iam, claro!
Não pelo facto de o meu ex patrão ser um grande/pequeno matxo man cheio de lábia política, mas porque, tal como o Cromagnon, é tarado e atarracado, duas características que, habitualmente, não agradam às moças.
Não garanto nas que têm cérebro de faneca ou de Cátia Palhinha...
2.1
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Continuando a sequência de Operadores ao vosso dispôr:
Lurdes Kiki, a Pitazita!
É a top model com dois neurónios: um para subir na carreira (de Operadora?) na horizontal, ao enrolar-se com o supervisor-formador-qualquer-coisa-não-sei-bem-o-que-é-que-faz-aqui, outro para dominar uma bem sucedida página de internet num site de encontros escaldantes russo, sucesso esse que vem do facto de a pessoa do outro lado do skipe ficar meio zonza quando ela mostra as maminhas para a camera e também porque eles falam russo e não percebem português.
O sucesso também se deve à sua risada sexy de marca, realmente mais apropriada ao site de encontros escaldantes do que ao call center...
Tem a tendência de usar os calções da prima mais nova, que lhe deixam as nalgas à vista, opinando acerca dos valores morais da etiqueta no trabalho quando as colegas levam calções semelhantes, de fazer horas de expediente em modo freestyle, optando muitas vezes pela modalidade "hora-e-meia-de-almoço" ou "três-horas-de-jantar", saindo para a pausa/almoço sem dar cavaco, e de dar raspanetes aos colegas e de mandar bitaites quando estes viram as costas como se fosse ela a patroa.
Também conhecida como a Pitazita por ter vinte e poucos anitos e a idade mental de uma pita de 7 anos, enquanto o namorado é conhecido pelo Cota, por ter o dobro da idade dela e estar, muito provavelmente, a atravessar a p*** da crise da meia idade.
1.13
É a top model com dois neurónios: um para subir na carreira (de Operadora?) na horizontal, ao enrolar-se com o supervisor-formador-qualquer-coisa-não-sei-bem-o-que-é-que-faz-aqui, outro para dominar uma bem sucedida página de internet num site de encontros escaldantes russo, sucesso esse que vem do facto de a pessoa do outro lado do skipe ficar meio zonza quando ela mostra as maminhas para a camera e também porque eles falam russo e não percebem português.
O sucesso também se deve à sua risada sexy de marca, realmente mais apropriada ao site de encontros escaldantes do que ao call center...
Tem a tendência de usar os calções da prima mais nova, que lhe deixam as nalgas à vista, opinando acerca dos valores morais da etiqueta no trabalho quando as colegas levam calções semelhantes, de fazer horas de expediente em modo freestyle, optando muitas vezes pela modalidade "hora-e-meia-de-almoço" ou "três-horas-de-jantar", saindo para a pausa/almoço sem dar cavaco, e de dar raspanetes aos colegas e de mandar bitaites quando estes viram as costas como se fosse ela a patroa.
Também conhecida como a Pitazita por ter vinte e poucos anitos e a idade mental de uma pita de 7 anos, enquanto o namorado é conhecido pelo Cota, por ter o dobro da idade dela e estar, muito provavelmente, a atravessar a p*** da crise da meia idade.
1.13
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Ó c'cum catano, pá!
- Qual é a matrícula da viatura?
- Então, é 1234BV.
- 1234, B de bola e V de Vítor?
- Não, não é nada disso! É B de Baca e V de de Voi.
- B de Braga e V de Vitória?
- Não! V de Vraga e B de Bitória!
- Vou beber café ao 6º andar, estou com anseios suicidas, já volto...
1.12
- Então, é 1234BV.
- 1234, B de bola e V de Vítor?
- Não, não é nada disso! É B de Baca e V de de Voi.
- B de Braga e V de Vitória?
- Não! V de Vraga e B de Bitória!
- Vou beber café ao 6º andar, estou com anseios suicidas, já volto...
1.12
O estranho caso das prioridades desnorteadas.
A Pitazita cá do sítio, por mor de ter sido promovida a responsável do tal sistema informático que está a dar cabo dos nervos a toda a gente, queixou-se, há umas semanas, de que não podia ter o mesmo nível de chamadas que os coleguitas, e que devia mas era de ter menos doidos que aturar.
Surpreendentemente, a supervisão também achou que era boa ideia.
Vamos fazer de conta que o detalhe de um dos supervisores ser namorado dela é irrelevante.
Claro que com tanto tempo livre durante o dia, o que é que a desgraçada se entretinha a fazer?
A telefonar para a mãe, para saber se o cão tinha comido tudo e se tinha cagado bem na rua, a telefonar para os colegas do fundo da sala para meter a conversa em dia e combinar as horas do café, a dar ordens aos colegas que estavam a dar ao litro e a apontar as falhas de toda a gente e mais alguma.
Para mal dos pecados dela, veio recambiado do lado de Espanha um colega que é um bocado speedado e que tem também a mania que só ele é que sabe fazer as coisas.
Na verdade, o sistema informático de Espanha é mais rápido e funcional do que o de Portugal, o que ajuda um bocado à sanidade das pessoas.
Ora este colega teve a brilhante ideia de andar a massacrar os chefes com as estatísticas e com os níveis de serviço e com o diabo a quatro, motivo pelo qual, esta semana, fomos presenteados com um mail da supervisão com os nossos valores.
Adivinhem quem ficou em último lugar - tipo, mesmo lá no fundo - e foi correr à supervisão queixar-se que queria uma prioridade de chamadas mais alta?
1.11
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Work.... Work everywhere!
Se não disse ainda, passam a saber: o poiso onde trabalho fica numa das avenidas de Lisboa com a lojas mais caras e pipis, com montras igualmente caras, pipis, e com coisas que uma pessoa normal é incapaz de usar no seu dia-a-dia.
Ora numa das montras, por onde passo todos os dias, as bonecas estão sempre com tendências chiques, nomeadamente sandálias com meias de lã, que era uma coisa impensável nos anos 90 e que nos podia causticar a adolescência para todo o sempre mas que, se agora é moda, é moda e mai nada.
As ditas bonecas estavam sempre de pernas tapadas: com meias, vestidos compridos ou calças.
Esta semana, já andam de perna destapada, quem sabe a adivinhar a Primavera que aí vem.
O que é chato para os senhores das lojas é que as ditas bonecas têm a roupa toda fáshón, mas os joelhos todos esfolados.
Já uma pessoa não pode sair de casa sem se lembrar das colegas do trabalho, dasse!
1.10
Ora numa das montras, por onde passo todos os dias, as bonecas estão sempre com tendências chiques, nomeadamente sandálias com meias de lã, que era uma coisa impensável nos anos 90 e que nos podia causticar a adolescência para todo o sempre mas que, se agora é moda, é moda e mai nada.
As ditas bonecas estavam sempre de pernas tapadas: com meias, vestidos compridos ou calças.
Esta semana, já andam de perna destapada, quem sabe a adivinhar a Primavera que aí vem.
O que é chato para os senhores das lojas é que as ditas bonecas têm a roupa toda fáshón, mas os joelhos todos esfolados.
Já uma pessoa não pode sair de casa sem se lembrar das colegas do trabalho, dasse!
1.10
sábado, 11 de janeiro de 2014
You got it, Operator, you really got it!
- Chéché Assistência, boa tarde, fala a marta, em que posso ajudar?
- Olhe, boa tarde, menina. Estou a falar aqui dos Reboques Pirolito. Veja-me aí este processo que o seu colega me passou: 123456.
- Sim, sim, a viatura espanhola. Então diga.
- Veja-me lá qual é a marca do carro. É que eu percebi chaimite. Nós não rebocamos chaimites.
- Chaimite? Tipo, o do Salgueiro Maia?...
- Sim, sim, disso.
.....
Era Schimtz, uma espécie qualquer de pick up, não era chaimite. Nós também já não temos chaimites a rodar por aí nas estradas...
1.9
- Olhe, boa tarde, menina. Estou a falar aqui dos Reboques Pirolito. Veja-me aí este processo que o seu colega me passou: 123456.
- Sim, sim, a viatura espanhola. Então diga.
- Veja-me lá qual é a marca do carro. É que eu percebi chaimite. Nós não rebocamos chaimites.
- Chaimite? Tipo, o do Salgueiro Maia?...
- Sim, sim, disso.
.....
Era Schimtz, uma espécie qualquer de pick up, não era chaimite. Nós também já não temos chaimites a rodar por aí nas estradas...
1.9
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