<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893</id><updated>2011-12-08T14:13:57.935-08:00</updated><category term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><category term='Fábrica de Letras e Palavras'/><category term='Demanda do Jarro Sagrado'/><category term='Tag? Qual tag?'/><title type='text'>linhas-de-desorientacao</title><subtitle type='html'>...é a loucura...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-303573332930632616</id><published>2010-07-10T00:29:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T00:40:33.171-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demanda do Jarro Sagrado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fábrica de Letras e Palavras'/><title type='text'>CAPÍTULO 10 – A BELEZA É O QUE SEDUZ, MAS É A PERSONALIDADE QUE CONQUISTA</title><content type='html'>- “Disparou…” – foi a singela prédica da doce porém vigorosa herdeira do nosso Reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- “Disparou…” – com mais uns quantos impropérios à frente, que este vosso servo se abstém de exibir, sob pena de ir conhecer de mais perto as masmorras do castelo do nosso muy elegante e benfazejo rei D. Gervásio, o Alarve, o que também não seria assim tão desagradável, desde já vos digo, pois Frederico, o Belo Pedaço foi desterrado para as masmorras e este vosso amigo que vos canta e conta e tem de andar com o raio de fato com guizitos sonantes e meias de licra brilhantes bem gostaria de ir espreitar a ver o que lá se anda a passar!, foi a desesperada e quase inaudível deixa de D. Diego, el sarnento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui no reino d’El Rei D. Gervásio, o Alarve, está tudo a postos para mais um arraial.&lt;br /&gt;O pormenor de ser meados de Janeiro e de nos congelarem os dedinhos dos pés dentro das meias de licra que usamos para os nossos mesteres não é impedimento para tal, tão grande e arrebatador é o entusiasmo de toda a Casa Real, Corte e outros transeuntes do Reino e arredores mais próximos, até porque o cozinheiro Lelo sabe fornecer material de alta qualidade, o que não é muito que se lhe diga, porque os dedos deste vosso servo congelam na mesma.&lt;br /&gt;Ora presta-me a mim, Menestrel do Reino e figura predilecta de Sua Real Alarvidade, bem como de sua única herdeira, que se saiba, é claro, a Senhora Princesa Dona Elvira, a do Remoinho Espetado no Cocuruto, informar os alegres leitores desta demanda que esta está a modos que parada por motivos alheios aos intervenientes habituais.&lt;br /&gt;Desta feita porque é exigida a sua presença numa celebração anual que se faz por aqui por volta de cinco vezes por ano, que é um Concurso de Misses, mas ao contrário, que é como quem diz, em vez de serem os moços a admirar as graças e as prendas das moças, são mais as moças que vão ajudar a doce e sensata Princesa D. Elvira, a do Remoinho étecétera étecétera e tal, a observar as graças e as prendas de vários mancebos, de modo a poder escolher o seu futuro noivo, coisa que nunca mais acontece, e que já nos começa a agastar a longanimidade, não fosse, de facto, a oportunidade que este vosso amigo têm, ele também, de espreitar as graças e as prendas de vários mancebos e ter direito a muito mais, se as Sortes o permitirem.&lt;br /&gt;Ora desta feita, como é também habitual, os mancebos desfilam com atavios de Corte, com atavios de estar por casa e em ceroulas. Depois exibem os seus dotes culinários, físicos (momento que este vosso amigo aprecia deveras, uma vez que surgem… hum… vários exercícios de musculação que se prestam… hum… interessantes de realizar em casa sem grande dificuldade e sem grandes complicações para amadores…) e, sabe-se lá porquê, os dotes intelectuais, mas já todos estamos mais que habituados às exigências descabidas de sua Suave Rosa Albardeira do Campo em Flor que é a Senhora D. Elvira, a do Remoínho Espetado no Cocuruto!&lt;br /&gt;Felizmente que durante estas ocasiões corre farto e grosso o rio de néctar das pipas do reino, porque são momentos que se estendem e agastam quem observa e já está farto daquilo, acabando por deixar as instalações para ir apanhar ar, ou adormecer pelos cantos, e deixando mais pormenores para observar a quem realmente tem interesse nestes assuntos, que é precisamente, a Senhora Dona Elvira, nossa Real Graça, e eu mesmo, acabando por ficar; às tantas, também a Bela Garça do nosso Reino já farta destas coisas todas e mandar os mancebos às de vilas-diego!&lt;br /&gt;Por haver este ano, por acaso, um tal de Diego, jogral, Castelhano, perdido por aqui, e que veio atrás dos outros todos por achar que também estavam um bocado meio perdidos, como ele, a nossa Doce Senhora acabou por ficar mais tempo na conversa com ele, e lá achou que, apesar de ter alguma dificuldade com mapas, coisa que não abunda no nosso reino e que não faz importância nenhuma, o moço até preenchia os exigentes requisitos da sua extensa lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente para todos, além D. Diego, apareceram logo a seguir, de forma inexplicável, seus primos D. Forlán, garboso capitão da Armada e que sabe ler, D. Álvaro, seminarista, porém que fica divinalmente em ceroulas, e D. Calixto, cozinheiro de primeira, apesar de trombudo como a árvore mais que centenária dos jardins do Palácio Real e lerdo como a porta de entrada do castelo, que se fecha de rompante na cara das pessoas que vão a entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo por aqui se pode verificar que os pratos da balança ficaram equilibrados, e que a luta seria renhida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente para todos, e como isto já se estava a estender mais que a conta e a nossa doce herdeira estava com uma destas vontadinhas de se aliviar nas suas divisões privadas, que a nova bebida de malte com espuminha branca no topo do cozinheiro Lelo correu generosa, optou pela técnica de eliminação mais eficaz que os nossos tempos de trevas conhecem: a armadilha para ursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quer dizer que todo este processo vai durar muito pouco tempo. Montamos secretamente a armadilha de ursos no meio do salão de festas, bem à vista, e esperamos a um canto que alguém passe e morda o isco. Não dura nem 5 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como até calhou D. Diego, apesar de todas as suas qualidades, ser algo distraído e não ter reparado num gigantesco emaranhado de cordas e paus escarrapachado no meio do salão de festas, esta pioneira técnica de desempate nem chegou a durar os 5 minutos do costume, ficou tudo resolvido em menos de 1 minuto, e a nossa doce herdeira ganhou, finalmente!!!, um noivo de gabarito. Se bem que um bocado parvo, no entanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, pronto, ficou assente que se casariam breve, e que a festa teria lugar no palácio real, e que seria uma grande alegria, especialmente para os seus reais pais, que já achavam que estava na hora de ela lhe sair das saias, para eles se reformarem condignamente e ir passear descansados.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para: &lt;a href="http://fabricadeletrasepalavras.blogspot.com/"&gt;http://fabricadeletrasepalavras.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-303573332930632616?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/303573332930632616/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=303573332930632616' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/303573332930632616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/303573332930632616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2010/07/capitulo-10-beleza-e-o-que-seduz-mas-e.html' title='CAPÍTULO 10 – A BELEZA É O QUE SEDUZ, MAS É A PERSONALIDADE QUE CONQUISTA'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-2424925569106128763</id><published>2009-07-13T08:27:00.000-07:00</published><updated>2009-07-13T08:28:38.449-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>Update.</title><content type='html'>Acabei de me cruzar na rua com o Cláudio, o gótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou crescer o cabelo até ao rabo, até nem tem mau aspecto, está em forma e tudo, mas o olhar aluado dele continua o mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há coisas que nunca podem mudar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-2424925569106128763?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/2424925569106128763/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=2424925569106128763' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/2424925569106128763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/2424925569106128763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2009/07/update.html' title='Update.'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-7521377089119633426</id><published>2009-06-17T00:24:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T00:26:20.004-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tag? Qual tag?'/><title type='text'>Caros leitores:</title><content type='html'>Venho por este meio informar que este blog se encontra de momento em pausa, pelo menos até eu mudar para a barraca nova e desencantar qual o caixote em que meti as notas e apontamentos referentes, precisamente, a esta Demanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bem-hajam, e até um dia destes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-7521377089119633426?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/7521377089119633426/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=7521377089119633426' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/7521377089119633426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/7521377089119633426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2009/06/caros-leitores.html' title='Caros leitores:'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-6959484113859146828</id><published>2009-02-19T01:18:00.000-08:00</published><updated>2009-02-19T01:49:40.314-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demanda do Jarro Sagrado'/><title type='text'>CAPÍTULO 9 – PORRADA, CHANTAGEM E TORTURA.</title><content type='html'>Se vossas mercês consideram que este vai ser um episódio de acção, desenganem-se!&lt;br /&gt;Invariavelmente, este vosso amigo Amâncio, o Menestrel, inicia as suas mui valerosas crónicas com as acções de Baldomero, escudeiro do nobre e aventuroso D. Epifânio, cavaleiro de sua grande alarvidade, o Rei D. Gervásio, o Alarve, precisamente.&lt;br /&gt;Ora, desta feita, começamos na mesma, com Baldomero, num ambicioso porém destro posicionamento, se bem que pouco natural, no topo da sua carroça.&lt;br /&gt;Esta sim, virada do avesso por seu próprio condutor, Baldomero, ter iniciado uma manobra de marcha às arrecuas para o lado esquerdo a toda a velocidade enquanto Canabis, a sua mui fiel e legítima mula, o fez para a direita, o que levou a um opíparo capotamento, com eixos em três direcções a eito e um tabuado em cheio contra a fronha de Pepino o Germano, em frente à tenda do Mago Teobaldo, de onde vinha a sair Ramira, filha de Pepe, o taberneiro, o que foi obviamente a causa de todo este aparato rodoviário.&lt;br /&gt;Ela e as galinhas do próprio alquimista real, que circulavam despreocupadamente pela via pública em hora de ponta, que era quase exactamente todos os dias por volta da hora do almoço, quando Baldomero se dirigia inequivocamente às cozinhas do castelo a uma velocidade mais para o alto.&lt;br /&gt;O busílis de toda esta situação reside assim na magnífica posição de homem-estátua de Baldomero exibia, com o intuito de equilibrar a barrica de hidromel de forma a esta não despejar para o cascalho poeirento a generosa ambrósia que carregava nas entranhas.&lt;br /&gt;“Porrada!”, “Chantagem!”, “Tortura!” – gritou enérgico o Mago Teobaldo. “Já aqui ao pé do dono, minhas bichinhas malucas fofinhas do paizico!”, acrescentou, vergonhosamente meloso.&lt;br /&gt;Bem amestradas, e com um QI largamente mais elevado que o de Baldomero, além de uma forte camada de personalidade própria, lá foram, obedientes, não sem antes presentearem Baldomero com uma basta quantidade de bicadas bem apontadas às suas canelas.&lt;br /&gt;Isto fez com que a barrica descambasse ladeira abaixo, com Baldomero a trote atrás dela, atirando em simultâneo um “Então boas tardes, minha menina, que tal vai a vida? Muito sol hoje, já reparou? Acho-a com boas cores!” a Ramira, à passagem pela donzela, o que o obrigou, por momentos, a desviar o olhar do seu percurso, motivo pelo qual não viu o resto das galinhas a saltitar na estrada à frente dele.&lt;br /&gt;Ganza, Chamô e Juana, furiosas, correram para o regaço de seu mui amado tratador, o Mago Teobaldo que, escandalizado com a desfeita, logo hasteou o seu bastão do poder na direcção de Baldomero.&lt;br /&gt;Este não estava, claramente, nos seus dias!&lt;br /&gt;Não bastava, na festa de S. Berardo, alcoolicamente alterado e com a aflição dos sapinhos, ter apanhado a jeito Contusão e ter feito dela um “frango à Castelo Branco”, coisa que mui agastou o Mago Teobaldo, que nunca mais a vida lhe pareceu ter as mesmas cores, e que jurou atormentá-lo na vida após a morte, para agora o afrontar com esta ofensa!&lt;br /&gt;Teobaldo, ao ver Maria Rita ainda de perna virada, sentiu algo a rebentar-lhe dentro da cabeça. Na altura, pensou tratar-se de uma veia, que andava com receios de vir um dia a sofrer de embolia por conta dos bifinhos de cebolada do cozinheiro Lelo, não esperava era que fosse tão cedo, pelo menos para depois do almoço, que hoje era dia de caldeirada, mas depois viu que era mesmo uma poia de Maria Rita que, com o alvoriço mortal de que a sua autora fora vítima, fora projectada três metros em diagonal, qual pontapé à trivela, coisa nunca vista, na direcção da nuca do Adivinho.&lt;br /&gt;Não obstante, Teobaldo atirou o bastão com toda a genica que ainda lhe restava, depois de um momento de tanta tensão e angústia, que acertou em Baldomero mesmo no meio da testa, e por motivos disso e de antes de toda esta cena Baldomero ter aliviado a sede na taberna do Pepe, caiu para o lado e não se mexeu mais até de manhã, razão pela qual este episódio, afinal, ao que contrariamente parecia no início, não é de acção.&lt;br /&gt;A acção foi depois ao almoço, quando Aldonza, prima odalisca de Ramira, dançou em cima da mesa, e vieram uns senhores do reino da ASAE dizer que não senhor, que aquilo ali estava tudo mal, olhem só a comer com as mãos, que javardósia, e os pés peludos descalços em cima da mesa, vamos mas é selar isto tudo e ala daqui que se faz tarde!&lt;br /&gt;E à tardinha foi a sesta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-6959484113859146828?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/6959484113859146828/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=6959484113859146828' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/6959484113859146828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/6959484113859146828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2009/02/capitulo-9-porrada-chantagem-e-tortura.html' title='CAPÍTULO 9 – PORRADA, CHANTAGEM E TORTURA.'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-6890281005968133580</id><published>2008-03-12T04:21:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:09:00.952-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demanda do Jarro Sagrado'/><title type='text'>CAPÍTULO 8 - AS BAILARINAS DO SAHARA</title><content type='html'>A profissão de menestrel, como a deste vosso contador de histórias e de fados, nem sempre é prazerosa.&lt;br /&gt;Muitas vezes, é necessário engolir a dor, a revolta, a angústia, para dar as notícias, para descrever os acontecimentos, para escolher as palavras certas, que custam a sair.&lt;br /&gt;No reino de sua real barrasquice El Rei D. Gervásio, o Alarve, e da sua formosa herdeira, a Princesa D. Elvira, a do Remoinho Espetado no Cocuruto, habitualmente, o trabalho deste vosso amigo é facilitado, porque as situações são agradáveis, estúpidas, aventurosas ou, quando muito, tudo junto.&lt;br /&gt;Desta vez, porém, as novas são desgostosas.&lt;br /&gt;A voluptuosa e prendada Ramira, filha única de Pepe, o Galego, o da Taberna, fornecedor inabalável de sangria e hidromel do castelo, foi indecorosamente subtraída dos seus pelos abjectos e sarnentos castelhanos, que organizaram um grandioso campeonato de canastra e montaram acampamento aqui nas imediações do castelo.&lt;br /&gt;Ora isto sucedeu-se porque lhes chegou aos ouvidos atulhados de cera que a bela Ramira era dotada de um bem precioso, ao qual eles ambicionavam aceder, nem que fosse de forma ilícita: Ramira tem mão para o lombo de porco no forno com farinheira e cogumelos!&lt;br /&gt;Ora a Corte ficou para morrer, porque o dia do lombo de porco no forno com farinheira e cogumelos era a sexta-feira, e esta aproximava-se a passos largos e inequivocamente desgovernados!&lt;br /&gt;Logo, derivado d’ El Rei D. Gervásio, o Alarve ter perdido o pio e a compostura com o choque, e de sua agradável filha, a Princesa D. Elvira, a do Remoinho Espetado no Cocuruto ter dado em vegan e estar-se a marimbar para esta tragédia, coube à sua aia, a doce porém furibunda D. Matilda, a missão de meter os seus contactos a trabalhar, e tratar de resolver o assunto em conformidade.&lt;br /&gt;Até porque, se ninguém fizesse nada, iria ela própria, e Aldonza, sua amiga, e prima da desventurada vítima, resgatar a donzela encarcerada!&lt;br /&gt;Ora a Senhora Dona Matilda não teve com que se preocupar: logo D. Epifânio e Baldomero se voluntariaram para a nobre tarefa, deixando de lado, por uns dias, a Demanda do Jarro Sagrado que têm a seu cargo.&lt;br /&gt;O primeiro porque, regra geral, é parvo, e acha que pode salvar o mundo, o segundo porque nutre uma paixão assolapada e uma atracção desmesurada pela frágil donzela enjaulada. E pelos seus dotes culinários. E pelos seus longos e cheirosos cabelos de azeviche. E as suas ancas bamboleantes. E os seus pés peludos e de unhas amarelas que saem das suas socas de madeira. Isso sim, é que o leva ao desvario!&lt;br /&gt;Como não podia deixar de ser, D. Alarico também se voluntariou, principalmente motivado pela oportunidade que tinha de lixar o juízo a D. Epifânio, mas também para mostrar o elmo novo que exibia, porque o outro havia entrado em contacto directo e a grande velocidade com o tronco de uma árvore, com D. Alarico dentro, precisamente, e ficara algo amolgado.&lt;br /&gt;E porque irem só 3 marmanjos é coisa um bocado fastidiosa, logo os nossos amigos requisitaram mais uns companheiros para a sua demanda, para fazer um resgate à maneira, o que até nem foi muito complicado, porque como estava toda a gente aflita por ficar sem o lombo de porco no forno com farinheira e cogumelos, logo esta valorosa causa ganhou um considerável número de adeptos, alguns dos quais tiveram de assentar arraiais na retaguarda, como o Mago Teobaldo, que conspirou o plano de resgate infalível, mas que podia continuar descansado com a sua portentosa bufa enfiada no cadeirão em frente à lareira, na sua tenda, enquanto outros de nós tinham de fazer face ao perigo com as vestes idiotas que ele nos arranjou!&lt;br /&gt;Assim, de acordo os planos habilmente congeminados pelo grande cérebro da Idade Média que se considera o Mago Teobaldo – é o que está na placa que ele tem agarrada ao poste central da sua tenda -, planos esses ensaiados até à exaustão – e este vosso amigo que está cheio de bolhas nos pés e cãibras nas pernas bem o pode assegurar -, a trupe que vai resgatar a doce e voluptuosa Ramira está a postos para entrar em acção!&lt;br /&gt;Logo, sem mais demoras, fomos bater à porta dos intragáveis castelhanos, que as abriram com gáudio, porque já estava com a vista e os sentidos ligeiramente turvos do hidromel, que o deles também é de grande qualidade, que foi o que eu ouvi dizer, nem quero insinuar com isto que tenha contactos entre os vergonhosos castelhanos, nem que tenha desfrutado de uma amizade mais intensa e caliente com um tal de Pablito, el Osito, que nem é pessoa dos meus conhecimentos próximos, e derivado também de estarmos todos disfarçados e bem encarnados nas novas personagens que assumimos.&lt;br /&gt;É que o Mago Teobaldo achou que seria boa ideia irmos disfarçados de dançarinas exóticas. Terá sido do uso excessivo que faz do seu pífaro mágico.&lt;br /&gt;A nossa apresentação aos castelhanos foi bastante convincente.&lt;br /&gt;Nós estávamos bem preparados e ensaiados - começámos com uma dança deveras cativante, que os deixou estonteados, e procedemos à nossa apresentação: “As Bailarinas do Sahara”. Foi um nome bem escolhido. Fica no ouvido.&lt;br /&gt;Obviamente, tivemos de alterar, além dos nossos trajes másculos habituais – se bem que meias de licra amarelas e guizinhos… -, as nossas graças: D. Epifânio passou a ser Florbela, Baldomero, a Bebé, D. Alarico respondia pelo nome de Fifi, eu próprio vestia a pele de Mimi, Casimiro o Bufo tornou-se Sissi, Pepino o Lombardo encarnou uma Pipi de longos cabelos loiros, barba e bigode, o Custódio o Parvo baptizou-se de Tucha, como a sua própria mula, e o Frederico o Belo Pedaço – e que faz juz ao seu cognome, posso assegurar! -, transformou-se na Crica.&lt;br /&gt;Acontece que os audazes do reino estavam tão competentes na sua tarefa que os castelhanos logo os convidaram a partilhar do repasto, porventura por um deles ter visto surgir uma certa química entre ele próprio e a nossa Crica, que aparentava sentir-se demasiado bem na sua nova pele e não pareceu importar-se muito com a corte de que estava a ser alvo.&lt;br /&gt;Entretanto, sem darmos por ela, já estávamos todos amigos e conversávamos alegremente enquanto enfardávamos que nem lontras uma lauta refeição de lombo de porco no forno com farinheira e cogumelos preparado pela generosa Ramira!&lt;br /&gt;Infelizmente para nós, ela foi generosa também na dose daquelas ervas que ela habitualmente carrega consigo – gentilmente preparadas pelo Mago Teobaldo – o que foi uma chatice, porque quem comeu do inspirado banquete – ou seja, todos menos Ramira, inexplicavelmente - ficou brutalmente atacado de gases, com alguma soltura, e com os pêlos das orelhas a crescer de forma desmesurada.&lt;br /&gt;Este último efeito foi causado por termos misturado sangria a isto tudo, que a noite estava para o quente.&lt;br /&gt;No entanto, foi graças a esta situação que a corajosa Ramira foi resgatada, pois eis que surge a ousada D.Matilda, a comandar o seu bando de destemidas ninjas – a voluptuosa Aldonza, prima da vítima, as Gémeas do Terror D. Fagilde e D. Urdilde, e a própria herdeira do trono, a Princesa D. Elvira, a do Remoinho Espetado no Cocuruto-, armadas com mocas de Rio Maior, que deram uma opípara coça a tudo o que se mexia, e que levaram a cativa, que apesar de indefesa, aproveitou a ocasião para arrear nuns quantos, que lhes estava cá com uma sede!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Acreditem ou não, baseado em factos reais…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-6890281005968133580?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/6890281005968133580/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=6890281005968133580' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/6890281005968133580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/6890281005968133580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2008/03/captulo-8-as-bailarinas-do-sahara.html' title='CAPÍTULO 8 - AS BAILARINAS DO SAHARA'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-5698299854624647597</id><published>2007-11-16T04:16:00.001-08:00</published><updated>2009-01-08T02:09:13.401-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demanda do Jarro Sagrado'/><title type='text'>CAPÍTULO 7 – UM TAL DE SÊLO ULTRA-SECRETO e etc., que não cabe.</title><content type='html'>CAPÍTULO 7 – UM TAL DE SÊLO ULTRA-SECRETO, DE UM TEMPLO QUE NINGUÉM SABE QUAL É E QUE NÃO SE PODE DIZER ONDE FICA E ISSO, E NEM SEQUER SUSSURRAR O SEU NOME, LOCALIZAÇÃO, QUEM LÁ ANDA E QUEM LÁ VAI, JÁ NEM AQUI ESTOU, CARAÇAS!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oh, suave donzela, que penteias docemente teus longos cabelos da cor do mel à luz venturosa do sol matinal, quão sonhadores são teus olhos, quão sumarentos eu devaneio teus lábios, quão luminosa e quente a tua pele. Por ti, o meu coração bate mais veloz, por ti, enfrento tumultuosos perigos com prazer, os saques que conquisto deixo a teus pés como uma dádiva da devoção que a tua presença me inspira.&lt;br /&gt;Oh, formosa dama, vira os teus olhos de céu para este teu pobre servo, nada mais que um humilde sonhador!”&lt;br /&gt;Seria esta a prédica de D. Epifânio, caso tivesse o dom da palavra.&lt;br /&gt;Mas não tinha.&lt;br /&gt;Para compensar, D. Alarico tinha de sobra, e era ele quem emitia esta expressiva declamação a D. Matilda, que apenas tinha vindo à varanda esticar os ossos, ainda nem se tinha penteado, e nem sequer tinha passado a fronha por água, enquanto D. Epifânio, de joelhos no chão e singelas flores silvestres na mão, ficara sem palavras a olhar embevecido a musa inspiradora da sua coragem.&lt;br /&gt;E foi precisamente por estar cheio de calores e de ideias parvas que D.Matilda atirou com o conteúdo do pote de noite que ela e a sua amiga Aldonza usaram durante essa semana para cima da fogosidade e da imensa trunfa de D. Alarico!&lt;br /&gt;Foi suficiente para o calar, graças aos céus, que nem todos temos os hábitos estupidamente madrugadores desta gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis senão quando, antes do almoço - mas a que outra hora poderia ser! – surge Custódio, o Parvo montado numa coisa inventada pelo Mago Teobaldo, mas que ele ainda não sabe propriamente para que serve, pelo que dá para ir desenrascando umas coisas aqui e ali, que o instruiu para “castigar os pedais como se não houvesse amanhã” (e para o Custódio não haverá, realmente, se não cumprir as ordens do Mago Teobaldo, que lá se vai o unguento para a sarna, o xarope para os sapinhos e o chá para a psicose!), de modo a entregar o mais rápido possível uma mensagem ao mais bravo cavaleiro d’ El Rei D. Gervásio, o Alarve – D. Epifânio.&lt;br /&gt;Como o Custódio, o Parvo, parece não ter noção do desvairado poder do Mago Teobaldo, vinha em ritmo de passeio dominical, a trautear uma modinha intitulada “Vem devagar, emigrante”, motivo pelo qual foi abalroado pelo Baldomero na sua carroça de dois eixos, que vinha a trote de Canabis pelo cascalho, para dar uma imagem de garanhão e de pessoa que controla bem os seus movimentos à voluptuosa Ramira, a sua paixão mais ou menos secreta, que ia ao castelo visitar a sua prima direita Aldonza, odalisca a tempo inteiro de profissão, que viera passar uns dias com D. Matilda, sua amiga desde há largos anos.&lt;br /&gt;Assim, surge realmente no castelo o Custódio, o Parvo, montado naquela coisa, mas meio de banda e completamente atordoado, em cima da carroça do Baldomero, amparado por dois fardos de palha e uma barrica de sangria, mantimentos de emergência que Baldomero leva sempre, para alguma ocasião em que sejam necessários – para ele e para a sua mui estimada mula Canabis!&lt;br /&gt;Bem, a mensagem lá foi entregue secretamente ao bravo D. Epifânio, mas como ele a leu em voz alta, toda a gente ficou a saber que era para ele ir ter com muita urgência à tenda do Mago Teobaldo, que ele tinha uma tarefa da mais vital importância para ele realizar.&lt;br /&gt;Assim, chegou lá ao mesmo tempo que o seu concorrente D. Alarico, bem como as Gémeas do Terror, que o tinham ido apoiar vigorosamente, bem como ao Pepino, o Lombardo, que tomara banho só há 2 semanas e ainda estava cheiroso, o cozinheiro Lelo, que vinha trazer em segredo ao Mago Teobaldo uma remessa de uma farinha que só se arranjava no reino da Colômbia, o Custódio, o Parvo, a quem tinha acabado a pomada para uma inflamação íntima que o afligia deveras, Argimiro, o de Cheirete a Azedo, e que vinha fazer não sei o quê, e também aqui este vosso amigo, Amâncio, o Menestrel, que vinha ver precisamente isso!&lt;br /&gt;Depois desta gente toda, lá o Mago Teobaldo conseguiu arranjar um tempinho para atender D. Epifânio e D. Alarico, que ele achou que, como se odiavam, bem podiam fazer qualquer coisita em conjunto, a ver se melhoravam estas atitudes estúpidas.&lt;br /&gt;E assim lá foram os dois levar um pacote secreto e selado, com uma mensagem oculta, ao tal lugar que ninguém pode dizer propriamente onde é.&lt;br /&gt;Felizmente, não era muito longe, pelo que os dois agora companheiros de jornada tiveram apenas que partilhar uma refeição que, como era de coelhinho bravo na brasa e estavam os dois com alguma larica, porque já tinham saído do castelo antes do almoço, até correu de feição. Depois de sesta, lá continuaram a subir o monte, que até nem era muito íngreme, e aproveitaram para apanhar algumas flores silvestres para as damas da corte, até porque a sangria parecia ter-lhes batido forte.&lt;br /&gt;Chegados ao templo, tocaram o badalo e a porta abriu-se instantaneamente.&lt;br /&gt;Lá dentro, surge num corredor sinistro, envergando um traje assustadoramente negro e com a cabeça tapada, um monge com um tamanho avassalador, dono de uma voz de trovão maldito, que lhes diz apenas: “Sim?”&lt;br /&gt;D. Alarico perdeu repentinamente o pio, mas D. Epifânio, como reparou que tinha espaço para largar a correr dali a alta velocidade, uma vez que não levara a armadura, atirou o pacote à cara do eremita, gritando, enquanto se punha a milhas: “É um recado do Teobaldo!”&lt;br /&gt;D. Alarico não se fez rogado, e foi-lhe logo no encalço, correndo até mais depressa, porque tinha as pernas mais compridas e motivações mais fortes.&lt;br /&gt;O sombrio monge baixou o capuz e agarrou lentamente o pacote misterioso caído no chão de pedra rude e fria.&lt;br /&gt;Sorriu, dizendo: “Finalmente! A receita das charnicaias!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-5698299854624647597?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/5698299854624647597/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=5698299854624647597' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/5698299854624647597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/5698299854624647597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2007/11/captulo-7-um-tal-de-slo-ultra-secreto.html' title='CAPÍTULO 7 – UM TAL DE SÊLO ULTRA-SECRETO e etc., que não cabe.'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-1698661471289125355</id><published>2007-08-13T13:16:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:09:26.143-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demanda do Jarro Sagrado'/><title type='text'>CAPÍTULO 6 – A SAGRADA FARTURA</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_SAUGNPsA3uY/RsC9E8zxabI/AAAAAAAAAMk/5DMEip3obUo/s1600-h/DSCN2177.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5098282670923803058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_SAUGNPsA3uY/RsC9E8zxabI/AAAAAAAAAMk/5DMEip3obUo/s320/DSCN2177.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O reino de sua gosmenti… coiso El Rei D. Gervásio, o Alarve, é, em traços gerais, composto por 8 aldeias e um parque de diversões que, desde a festa do Natal até ao Dia de Todos os Santos do ano a seguir não pára com actividades festivas, tertúlias, casamentos, vacadas, baptizados, forrós, arraiais, torneios, fuberais (dependendo do falecido,é claro), serubas, tasquinhas, inaugurações e festas em geral.&lt;br /&gt;O tempo que vai desde o Dia de Todos os Santos até ao Natal é utilizado pelas gentes do reino – excelsa Família Real e restante Corte incluída – para purificar o corpo, a alma, o fígado e, em alguns casos, umas certas nódoas negras.&lt;br /&gt;Ora este "parque de diversões" situa-se, concretamente… nos arrabaldes do castelo…&lt;br /&gt;Precisamente a esta data estamos no início da chamada Festa do Sr. Espírito Santo, que foi um cavaleiro que aí apareceu há uns tempos com uma invenção denominada "dónetes",que se tornou uma lambarice de eleição entre os fervorosos súbditos d’El Rei – neste caso também Família Real e restante Corte incluídas – e achou-se que este seria um motivo válido para se ter, vá… mais um arraial.&lt;br /&gt;O facto de estarmos a meio da Demanda do Jarro Sagrado não foi considerado motivo de peso para a festa ficar sem assistência, pelo que toda a gente quis ir estrear roupagens novas e divertir-se à grande e à normanda na vacada de inauguração!&lt;br /&gt;… nomeadamente Lord Leigh, que tentou meter conversa com a Cornélia, a vaca maluca e meio zarolha do Mago Teobaldo e que, sem se perceber muito bem como, acabou agarrado aos lombos da desgraçada bichinha, que corre agora freneticamente pelos prados, certamente em direcção ao reino mais próximo, famoso essencialmente pela estupenda categoria de bois cobridores e pelos barrascos que nunca dormem.&lt;br /&gt;O que é uma felicidade para os restantes de nós, que já estávamos a ficar um bocado fartinhos das psicoses de Lord Leigh e que gostaríamos de prosseguir calmamente em direcção à próxima barraca de vitualhas , atrás do Baldomero, Mestre nestas artes, numa romaria aos dónetes, aos churros, à sangria, à ginjinha (na barraca do próprio Mago Teobaldo, chamada precisamente "O Alquimista") e, finalmente… a ELA!!&lt;br /&gt;A Sagrada Fartura!!&lt;br /&gt;Há lá mistério maior do que o seu sabor mágico, o seu travo especial, a azia que provoca e que nos faz acordar enjoados que nem perus a altas horas da madrugada!&lt;br /&gt;Ensopadinha em tintol fresco, então… é um desvario para qualquer um, desde a doce D. Elvira, a do Remoinho Espetado no Cocuruto, até ao Argimiro, O do Cheirete a Azedo. Mas também, para esse, tudo é um desvario, e não é este vosso amigo Amâncio, o Menestrel, quem vai sujar a língua a falar destes assuntos, que a minha função aqui é exprimir de forma imparcial os acontecimentos que ocorrem no reino de sua empilhância El Rei D. Gervásio, o Alarve, e não lavar a roupa suja só porque o Frederico, o Belo Pedaço preferiu ir dar uma voltinha como Argimiro e mandou aqui este vosso amigo ir emparelhar com um animal que não se pode aqui dizer, que isto supostamente são umas crónicas de qualidade e não o folhetim barato com histórias mais pervertidas que este vosso amigo às vezes escreve mas só por motivos de aumentar o rendimento mensal e nem é por divertimento!&lt;br /&gt;Desta vez, até tivemos muita sorte, que o arraial foi abrilhantado pelo espectáculo do Beltrán,o Bardo, com canção ligeira, malabarismo e várias formas de equilibrismo como seu cavalo Fénis, e pelas habilidades de contorcionismo da Marlene Contorcionista.&lt;br /&gt;Depois de tudo isto, é certo e sabido que vai andar toda a gente mal da tripa durante uns dias, mas o corpo tem de ser forte, aguentar a estocada e preparar-se, que na próxima semana temos já aí as Festas do Sr. Joe Berardo, que foi outro cavaleiro que apareceu não sei onde e que fez não sei o quê que este vosso amigo já não se lembra, que a noite vai longa, mas que é outra desculpa para andarmos na rambóia e a encher o bandulho durante mais uns dias!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ora adeus que aqui me vou!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-1698661471289125355?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/1698661471289125355/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=1698661471289125355' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/1698661471289125355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/1698661471289125355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2007/08/captulo-6-sagrada-fartura.html' title='CAPÍTULO 6 – A SAGRADA FARTURA'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_SAUGNPsA3uY/RsC9E8zxabI/AAAAAAAAAMk/5DMEip3obUo/s72-c/DSCN2177.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-5214279974517595680</id><published>2007-07-30T12:00:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:09:39.304-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demanda do Jarro Sagrado'/><title type='text'>CAPÍTULO 5 – OS CAVALEIROS DA ORDEM DA CABEÇA DE PORCO</title><content type='html'>Boas novas para o reino d’El Rei D. Gervásio, o Alarve, e para a sua continuidade familiar no cadeirão do poder e na despensa abastada do castelo!&lt;br /&gt;Chegou esta manhã um nobre e garboso cavaleiro ao acampamento que foi montado aqui mesmo ao lado das muralhas pelo homérico cavaleiro de sua alarvidade, D. Epifânio, e pelo seu braço-direito Baldomero, ao qual se juntou há um par de dias o grosso da Corte, que é Custódio, o Parvo, bem como o resto do pessoal e tal, que o Rei obrigou toda a gente a vir, que o castelo ficava um bocado vazio de gente, o que era aborrecidíssimo, além de que depois tínhamos de ir todos ser queimados vivos na fogueira, o que era ainda mais chato.&lt;br /&gt;Ora o Cavaleiro dava pela graça de Lord Leigh e era um Saxão, vindo de um reino para lá de distante a cavalo na sua montada Spittle para ver a fronha da inspiração de artistas que é a D. Elvira, a do Remoinho Espetado no Cocuruto, que tem a particularidade de ser a única herdeira do trono d’El Rei D. Gervásio, o Alarve, e ponderar o seu casório, em termos gerais, e prisão para a vida toda em termos mais específicos.&lt;br /&gt;Obviamente, o Lord Leigh viu logo as vantagens do consórcio: além de prendada e consideravelmente jeitosa (apesar de ligeiramente temperamental e claramente corrosiva), a doce D. Elvira vinha atarrachada a um reino bastante soalheiro, animado, limpinho, sossegado, e com uma Corte cheia de pontas de lança de qualidade, o que dava bastante jeito a Lord Leigh, recentemente ordenado Cavaleiro da Ordem da Cabeça de Porco pelo famoso Sir Alex Rock Star. ;P&lt;br /&gt;Daí que a ideia de Lord Leigh, além de ser a de cortejar intensamente a formosa D. Elvira, era, principalmente, arranjar uns quantos mancebos para se ferrar à porrada, que era o seu desporto preferido, a seguir a comer.&lt;br /&gt;Foi este um dos motivos pelos quais El Rei D. Gervásio, o Alarve, simpatizou instantaneamente com ele, e nem teve nada a ver com a carroça trazida por Lord Leigh a arrastar pelos fundilhos carregada de iguarias saxãs, que incluía dois alces assados com couvinhas de Bruxelas saqueadas num acampamento que o hipotético futuro genro de sua gosmentice encontrara pelo caminho.&lt;br /&gt;Também D. Epifânio delirou com este novo amiguinho, porque Lord Leigh achou certa graça à Demanda do Jarro Sagrado e quis juntar-se-lhe logo, tornando ainda nobres Cavaleiros da Mui Honrada Ordem da Cabeça do Porco D. Epifânio, D.Alarico, Baldomero, Pepino o Bárbaro, Teobaldo o Mago, Casimiro, o Bufo, Custódio o Parvo, D. Choramingas, este vosso amigo e narrador destas crónicas, Amâncio o Menestrel, o cozinheiro Lelo, D. Fagilde, D. Urdilde, a senhora D. Matilda, e ainda Pepe, o homem de um só braço, que só tinha vindo entregar uma remessa de barris de sangria e que estava já de saída, largue-me largue-me seu porco ou parto-lhe a dentadura com este miserável braço que me resta!&lt;br /&gt;Isto aconteceu porque o lema da Ordem da Cabeça de Porco prende-se mais com a quantidade do que com a qualidade, e Lord Leigh tinha a tendência de se deixar entusiasmar e acabava por “desvairar e cair do estrado” em largo número de ocasiões.&lt;br /&gt;Ainda assim, tiveram tempo para organizar um torneio e andar à briga uns contra os outros com objectos bastante perigosos, mas ao fim de algum tempo, como pertenciam agora todos - e mais alguns figurantes – à Ordem da Cabeça de Porco e andavam todos com o mesmo equipamento, já ninguém sabia a que equipa pertencia.&lt;br /&gt;O único que ainda teve algum senso e uma certa noção da realidade foi Baldomero que, assim que percebeu que já não fazia ideia a que equipa pertencia, tirou o equipamento e, de ceroulas, agarrou num barril de sangria em cada braço e foi fazer companhia à sua mula Canabis, cantando-lhe enternecido: “Eu hei-de morrer na adega, com as ventas na torneira, Eu hei-de ir para o outro mundo com uma grande bebedeira!”,enquanto o resto de nós ainda aqui anda a correr à frente do maluco do Lord Leigh, que também já não sabe em que equipa está e que deu para correr feito doido, aos berros, atrás de toda a gente, de olhos injectados de sangue e de espada em riste, e nem El Rei D.Gervásio, o Alarve, que estava lá em cima no palanque agarrado à barriga de tanto rir, conseguiu escapar.&lt;br /&gt;Portantos, este vosso amigo vai mas é ali à carroça buscar a moca de Rio Maior e acabar com esta parvoeira de uma vez por todas.&lt;br /&gt;Olarila!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-5214279974517595680?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/5214279974517595680/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=5214279974517595680' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/5214279974517595680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/5214279974517595680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2007/07/captulo-5-os-cavaleiros-da-ordem-da.html' title='CAPÍTULO 5 – OS CAVALEIROS DA ORDEM DA CABEÇA DE PORCO'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-2583215188947825226</id><published>2007-06-11T02:59:00.001-07:00</published><updated>2009-01-08T02:09:51.944-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demanda do Jarro Sagrado'/><title type='text'>CAPÍTULO 4 – O PÍFARO MÁGICO</title><content type='html'>O dia de S. Miguel amanheceu doloroso para Baldomero.&lt;br /&gt;A custo, semi-abriu os olhos e espreitou; mexeu as pernas, depois os braços.&lt;br /&gt;Parecia estar tudo no sítio, tirando aquela pontada dolorosa na coxa, no lugar onde a mula lhe dera o coice…&lt;br /&gt;Mais uma vez acontecera… atestado de hidromel, Baldomero caíra da carroça!&lt;br /&gt;…apesar de ela estar parada…&lt;br /&gt;O coice da Canabis… bem, quanto a isso, o jejum era longo, e a bebedeira pesada, pelo que Baldomero se julgara finalmente perante uma Ramira dócil e calorosa.&lt;br /&gt;Como se enganara…&lt;br /&gt;Infelizmente para a fama de Baldomero, isto acontecera precisamente quando a Corte em peso acabara de assentar arraiais na clareira onde ficaram acampados os nossos heróis: o bravo cavaleiro D.Epifânio, o seu ajudante Baldomero e um novo amigo: Pepino, o Lombardo, que haviam partido para a nobre Demanda do Jarro Sagrado.&lt;br /&gt;Agora que Custódio, o Parvo está mais contente por ter mudado de cenário e até nem se importa de fazer o seu trabalho, aqui o vosso amigo Amâncio, o Menestrel, pode finalmente dedicar-se à sua vocação de transcrever os factos e as maravilhas que ocorrem no Reino de sua pimpilância El Rei D. Gervásio, o Alarve e de sua herdeira, a Princesa D. Elvira, a do Remoinho Espetado no Cocuruto, em vez de passar a vida a dar palmadinhas no pandeiro com uma fatiota que o faz parecer mais um…&lt;br /&gt;Bem, voltando às crónicas!&lt;br /&gt;Ora partira o valente D. Epifânio para a Demanda do Jarro Sagrado sob ordens d’El Rei D. Gervásio, o Alarve, quando se lembrou sua alarvidade que, afinal, era uma grande chatice ficar para trás.&lt;br /&gt;Vai daí, resolveu-se sua gosmentéria a agarrar na sua montada, o galhardo cavalo Esguicho, e a ir também!&lt;br /&gt;O que quer dizer que teve de ir toda a gente com ele, e o humilde acampamento de D. Epifânio parece agora a Feira das Galinheiras em dia de folga do pessoal da ASAE.&lt;br /&gt;Tirando o pequeno incidente de Baldomero, que fizera até corar as aias de sua maviosidade a Princesa D. Elvira, a do Remoinho Espetado no Cocuruto, as coisas até estavam mais ou menos calmas: D. Alarico aproveitara o olhar atronhado com que D. Epifânio presenteou D. Matilda, aia predilecta da Princesa D. Elvira, para logo ali lhe propor um duelo, mas tal não se efectuou, pois a aprazível D. Matilda, já mais que farta dos avanços descarados e sem charme nenhum de D. Alarico, logo ali lhe espetou com um gancho direito que acabou com a história do duelo antes de começar.&lt;br /&gt;Felizmente para D. Alarico, as outras duas aias de D. Elvira – D. Urdilde e D. Fagilde – constituem o grosso do seu Clube de Fãs, e de imediato o foram amimalhar de forma algo histérica e barulhenta.&lt;br /&gt;Aqui foi quando o acampamento ficou definitivamente parecido com a Feira das Galinheiras.&lt;br /&gt;Não durou muito tempo, pois as Gémeas do Terror acharam muita graça ao sotaque do novo amigo de D. Epifânio – Pepino, o Lombardo – e forma amimalhá-lo antes a ele, que não estavam para aturar birras parvas.&lt;br /&gt;Entretanto, depois do repasto dessa noite – Frango à Castelo Branco – uma inovadora invenção do cozinheiro Lelo, em que o frango é assado inteiro com um limão enfiado no…bem… é uma receita nova…- apareceu muito reinadio Teobaldo, o Mago d’El Rei D. Gervásio, o Alarve, com uma coisa a que ele chamava o “Pífaro Mágico”, que era assim uma espécie de cachimbo com umas ervinhas a arder lá dentro, que deixaram toda agente assim alegre e desinibida quando o fumaram.&lt;br /&gt;Tão desinibida e alienada que este vosso amigo até se vai encaminhar ali para a tenda dos másculos cavaleiros d’El Rei, para ver como está o ambiente, já que o Mago Teobaldo está a dar conversa à sempre lúcida Princesa D. Elvira e às suas formosas aias e elas não me andam a chatear o juízo!&lt;br /&gt;Irra!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-2583215188947825226?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/2583215188947825226/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=2583215188947825226' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/2583215188947825226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/2583215188947825226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2007/06/captulo-4-o-pfaro-mgico.html' title='CAPÍTULO 4 – O PÍFARO MÁGICO'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-4220862649407521715</id><published>2007-05-22T03:50:00.001-07:00</published><updated>2009-01-08T02:10:05.142-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demanda do Jarro Sagrado'/><title type='text'>CAPÍTULO 3 – A DESCIDA DA MONTANHA</title><content type='html'>Baldomero, o da carroça, esfregou nervosamente o olho direito, aclarou a garganta, inspirou bem fundo, e dedilhou ao de leve no seu cavaquinho, cantando em plenos pulmões a sua mais recente composição em homenagem a Ramira, sua musa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A minha amada disse-me que não,&lt;br /&gt;Agarrou-me pelo cachaço e atirou-me ao chão;&lt;br /&gt;Ainda me deu dois pontapés com força…&lt;br /&gt;Ai! Como eu gosto desta moça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ainda tentei estrebuchar, mas foi em vão;&lt;br /&gt;Mostrar-lhe o que ia no meu nobre coração…&lt;br /&gt;Ó minha Ramira! Estimo-te com tantas ganas!&lt;br /&gt;O que eu queria agora era agarrar-te as…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ó senhor D. Epifânio, o que é que rima com ganas?” – perguntou já com pouca inspiração o desventurado Baldomero, percebendo que começar o dia com dois jarros de sangria e um cacete com marmelada ao pequeno-almoço era algo indigesto.&lt;br /&gt;Seria porventura da glicemia, que o cozinheiro Lelo anda a abusar do mel na confecção dos doces aqui no castelo.&lt;br /&gt;Digo isto com receio de sofrer algumas penas, porque com o cozinheiro Lelo não nos podemos esticar, que ele chama logo os seus irmãos e os seus primos e faz-nos a folha, como aconteceu ao Casimiro, o Bufo, que antes era Casimiro, o Garanhão das Redondezas, mas que agora fala mais fininho.&lt;br /&gt;Mas Amâncio, o Menestrel, é homem de coragem e prima por contar as verdades. Apesar de ter de a adoçar, por vezes, para manter o corpinho inteiro e incorrupto…&lt;br /&gt;Ora tinham partido cedo nessa manhã o donairoso cavaleiro D. Epifânio montado no seu elegante corcel Rouxinol e acompanhado pelo seu braço-direito (mas às vezes torto) Baldomero e da sua mula Canabis (essa sim, sempre a direito).&lt;br /&gt;Meia hora depois descansavam já à sombra da carroça e enchiam os seus papos com o farnel que levaram para a demanda.&lt;br /&gt;Eis senão quando, saindo de um arbusto, surge um homem de armadura, exibindo um estandarte estranho aos olhos dos nossos heróis.&lt;br /&gt;“Quem sois, cavaleiro? E ao que vindes? Dizei!!” – bradou o fervoroso D. Epifânio, desembainhando a espada e lançando ao desconhecido um olhar corajoso e desafiador.&lt;br /&gt;A cena até teria corrido de feição, não fosse Baldomero ir nesse momento a passar (tinha ido atrás de um arbusto, em privado…) e tropeçar precisamente em D. Epifânio.&lt;br /&gt;Logo ali se enrolaram os dois ladeira abaixo, D. Epifânio tentando libertar-se, e Baldomero tentando perceber onde era, afinal, o chão, e onde era o céu.&lt;br /&gt;Ao ver isto, o cavaleiro nebuloso espetou o estandarte no chão, retirou o pesado elmo, e apresentou-se:&lt;br /&gt;“Sou Pepino, o Lombárrdo, ein peregrrine perrdido. Vênho de ein rreino na DGermânia!”&lt;br /&gt;Ao que os nossos heróis responderam: “Ah!”&lt;br /&gt;Assim se juntou à demanda dos nossos amigos Pepino, o Lombardo, precisamente por estar algo perdido e por, assim à partida, não ter nada de mais urgente para fazer.&lt;br /&gt;Bem, depois do lanche, é habitual seguir-se uma sesta, ao que Baldomero não se fez rogado, a ele se juntando o seu amo, e o novo amigo de ambos, que apreciara deveras a iguaria “chouriço com pão caseiro”, que ainda não tinha tido o imenso prazer de conhecer, e que realmente o deixara alegremente pesado e sonolento. Mas isso podia ser também do jarro de sangria que partilhara com Baldomero.&lt;br /&gt;Quis porém o fado que esta demanda fosse tumultuosa, e logo ali terminou prematuramente o descanso dos nossos destemidos cavaleiros, pois de um outro arbusto surgiu uma vintena dos mais perigosos e intratáveis inimigos do reino d’El Rei D. Gervásio, o Alarve: os gosmentos castelhanos!&lt;br /&gt;E estes vinham equipados até aos dentes, com uma visível sede de trespassar alguma coisa que se mexesse!&lt;br /&gt;Felizmente, debaixo da carroça de Baldomero, ninguém se mexia, pelo que os castelhanos passaram sem incomodar ninguém e foram montar o acampamento dez metros mais abaixo, ao pé da fonte, para poder meter os seus pés peludos na água pura e fresca da ribeira que vai depois dar de beber aos habitantes do castelo e da aldeia.&lt;br /&gt;Foi por isso que, ao acordar, os nossos amigos estranharam maior azáfama que antes de se enroscarem nos braços do João-pestana, e foi por isso que se assustaram e gritaram como lavadeiras que viram um crocodilo no ribeiro.&lt;br /&gt;Os castelhanos, entretidos a preparar um robusto jantar, foram apanhados desprevenidos, pelo que ficaram estáticos a olhar.&lt;br /&gt;Mas Baldomero nunca se deixava enganar!&lt;br /&gt;“Senhor! São secretos de porco! Na brasa! E com batatinhas!!”&lt;br /&gt;Ao que o fulgurante D. Epifânio respondeu: “É a hora!!”, e despiu as calças, revelando a salvação dos seus companheiros.”Mas, Senhor… isso são umas cuecas de senhora!”, balbuciou Baldomero.&lt;br /&gt;“Não interessa, Baldomero, precisamos de uma bandeira branca!” retorquiu corajosamente o cavaleiro.&lt;br /&gt;E foi assim que Pepino, o Lombardo, experimentou uma segunda iguaria no mesmo dia, e que os castelhanos conheceram o sabor doce da sangria fresquinha que escorrega bem por aí abaixo, e a dor da ressaca no dia seguinte.&lt;br /&gt;E aqui no castelo estava uma pasmaceira, pelo que decidiu-se encher umas arcas e uns barris e partir ao encontro de D. Epifânio e do Baldomero na sua valorosa Demanda do tal do Jarro Sagrado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-4220862649407521715?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/4220862649407521715/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=4220862649407521715' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/4220862649407521715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/4220862649407521715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2007/05/captulo-3-descida-da-montanha.html' title='CAPÍTULO 3 – A DESCIDA DA MONTANHA'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-1518242296785513304</id><published>2007-04-30T06:09:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:10:22.274-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demanda do Jarro Sagrado'/><title type='text'>CAPÍTULO 2 – A GESTA DA ALFARROBA</title><content type='html'>Eis-me de novo aqui, Amâncio, Menestrel de sua gosmenta alarvidade El Rei D. Gervásio, o Alarve, e de sua leda herdeira, a Princesa D. Elvira, a do Remoinho Espetado no Cocuruto, narrador das façanhas e dos actos bravos e alguns menos airosos do Cavaleiro que mais dá nas vistas aqui na Corte de sua alambazidade El Rei D. Gervásio, o Cavaleiro D. Epifânio.&lt;br /&gt;Além de dotado contador de lendas e outras coisas do género, este vosso amigo exerce também as funções de Menestrel para todo o Serviço, cargo existente apenas nos registos contabilísticos deste Reino, e que se reflectem em funções como contar histórias, cantar, tocar vários instrumentos musicais, desentupir as pias da retrete real, que até entopem com relativa frequência, eu sempre disse que não deviam ter sido feitas nos lados do pântano, que é uma chatice quando a maré sobe, e também fazer de Bobo quando o Custódio, o Parvo está aflito dos bicos de papagaio ou das outras doenças que ele tem, visto que é hipocondríaco.&lt;br /&gt;Pois… acho que gostaria de explicar que a função deste vosso amigo é muito importante, quiçá imprescindível, e que, sem ele, este Reino, se calhar, até nem andava para a frente!&lt;br /&gt;Se ao menos tivesse conseguido a assinatura do Director da Universidade no papel da Licenciatura em Engenharia, talvez me tivessem dado ouvidos, e a casa de banho não fosse nos lados do pântano…Mas um Bacharel, aqui… não vale nada…&lt;br /&gt;Ora voltando à gesta que dá o nome a esta crónica, temos de ir até ao lugar dos heróicos acontecimentos que a originaram, a primeira paragem nesta Demanda do Jarro Sagrado.&lt;br /&gt;Precisamente. A taberna do Pepe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente escuro e com uma mistela de cheiros fortes atordoava agora os sentidos de Baldomero, o homem com uma poderosa (para a altura…) carroça de dois eixos e dono de um vergonhoso vício do hidromel que, no auge do seu estado pré-auto-lobotómico, na noite anterior, lá deu uma valente ensaboadela sobre as virtudes do néctar do jarro a El Rei D. Gervásio, o Alarve, razão pela qual se encontrava agora debruçado no balcão da taberna do Pepe, o Galego, com o seu companheiro de aventuras e patrão em geral, D. Epifânio e, lá mais ao fundo no balcão, o arqui-inimigo deste, D. Alarico.&lt;br /&gt;-“É maijum jarro d’hidromel práqui, ó fachafôr!”, atira o já conformado Baldomero para Pepe, o homem de um só braço à frente da taberna local.&lt;br /&gt;Como Pepe estava lá para o fundo a tentar levantar o atordoado D. Choramingas (sempre foram dois cálices de ginjinha…), que passou a noite toda a lamentar-se de não ter sido convidado para a Demanda do Jarro Sagrado, Baldomero foi atendido pela filha deste, a mui formosa Ramira.&lt;br /&gt;Se Baldomero estava já inebriado, agora ficava completamente ofuscado!&lt;br /&gt;Ramira era a dona dos seus sonhos, a inspiração da sua coragem, e o motivo que o fazia tomar banho, pelo menos, uma vez por mês!&lt;br /&gt;Ao pé dela, como é natural, Baldomero tentava sempre comportar-se, o que, por vezes, se poderia tornar algo difícil, dada a quantidade de álcool que habitualmente tinha dentro de si, e com o cheiro de quem andava a correr por todo o lado sempre com a mesma roupa, e com parca quantidade de água e sabão em cima… que isso água de fosso havia muita no corpinho bem desenvolvido de Baldomero…&lt;br /&gt;Ao olhar para a sua musa com uma expressão de repolho fora de prazo, Baldomero só conseguiu balbuciar embevecidamente “Rameira…”, pelo que, obviamente, foi recompensado com um valente tabefe ministrado pela voluptuosa dama, com uma resposta à altura, por assim dizer: “Ramira, não é Rameira!! Eu sou alternadeira! Só me sento ao colo dos clientes, e mais nada!! Bruto!!&lt;br /&gt;Foi nesse preciso momento que entraram pela taberna dentro dois desconhecidos, dizendo-se almocreves mouros, o que desde logo pareceu suspeito a D. Epifânio, porque entraram aos gritinhos, muito agarrados um ao outro e a fazer olhinhos a D. Alarico, e porque para Árabes eram um bocado deslavados.&lt;br /&gt;Foi quando Urdilde quase desfaleceu com a emoção de estar tão perto de D.Alarico, e Fagilde lhe mostrou o pudico tornozelo até aos fundilhos das ceroulas que D. Epifânio percebeu a artimanha combinada por D. Alarico com as gémeas Fagilde e Urdilde, que lhe vinham lixar a vida mais uma vez.&lt;br /&gt;Preparava-se já D. Epifânio para defrontar corajosamente D. Alarico, desembainhando a sua espada, quando passam a correr desesperadas à sua frente as também conhecidas por Gémeas do Terror, a alta velocidade à frente da Canabis, a mula do Baldomero.&lt;br /&gt;Ora acontece que as nossas duas amigas trafulhas arranjaram para se disfarçar de almocreves mouros uns sacos de serapilheira que tinham servido de invólucro a uns quantos quilos de alfarroba, que era um petisco deveras apreciado pela dócil mula, pelo que, derivado de terem ficado com o fedor agarrado, a bichinha não as queria largar na mira de poder dar uma dentadita ou outra…&lt;br /&gt;Vendo o caso arrumado, Baldomero volta a concentrar-se no jarro à sua frente, e D. Epifânio continua a tentar dar conselhos sentimentais ao inconsolável Custódio, o Parvo, que está na taberna a curtir a depressão de ter levado com os pés de ambas as gémeas – nesta altura a correr animadas à frente da mula Canabis, motivo pelo qual está neste momento este vosso amigo Amâncio, o Menestrel a amandar bolinhas ao ar com um fatinho idiota com guizos e meias douradas de licra, que ainda não existem na Idade Média, mas de certeza que foi algum arranjinho com o Lelo, o cozinheiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois voltaram todos para o Castelo, que já se estava a tornar tarde para o jantar, e nesse dia era espetada de boi com batatinhas (que ainda não havia na Idade Média, mas o cozinheiro, Lelo, arranjava de uma maneira que só ele sabia), que é uma chatice ter de comer frio, que fica duro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-1518242296785513304?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/1518242296785513304/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=1518242296785513304' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/1518242296785513304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/1518242296785513304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2007/04/captulo-2-gesta-da-alfarroba.html' title='CAPÍTULO 2 – A GESTA DA ALFARROBA'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-7419561305645458593</id><published>2007-04-17T03:11:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:10:43.908-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Demanda do Jarro Sagrado'/><title type='text'>A DEMANDA DE D.EPIFÂNIO E DE BALDOMERO - CAPÍTULO 1</title><content type='html'>CAPÍTULO 1 – A DEMANDA DO JARRO SAGRADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 12 de Outubro do ano da graça do nosso senhor Rei D. Gervásio, o Alarve, rei de toda esta terra aqui à volta e a mais à frente que não se vê daqui de 1237, eu, Amâncio, o Menestrel, registo estas crónicas do mais bravo cavaleiro de sua realdade, porém não o mais lavado nem o com maneiras mais cuidadas à mesa de sua alteza El Rei D. Gervásio, o Alarve, e da sua doce filha, a Princesa D. Elvira, a do Remoinho Espetado no Cocuruto.&lt;br /&gt;A Demanda do cavaleiro D. Epifânio começa numa manhã fresca e soalheira de Primavera, à sombra do carvalho mais antigo da floresta, quando D. Epifânio e o seu leal cavalo Rouxinol se encontravam a passar pelas brasas, enquanto esperavam que Baldomero, o da carroça, braço-direito do cavaleiro, acordasse da bebedeira de hidromel da noite anterior, provavelmente com uma monumental ressaca, dada a larga quantidade de néctar assimilada.&lt;br /&gt;O relógio de sol do jardim de sua majestosa alarvidade marcava já as 3 horas da tarde quando D. Epifânio ouve um estalido e pressente uma presença, enquanto Rouxinol levanta uma orelha e Baldomero larga intensa quantidade de baba para o tufo de erva em que se recostara.&lt;br /&gt;Os sempre fiéis e apurados instintos do garboso D. Epifânio haviam-no alertado bem: ao longe, surge um cortejo com o símbolo real.&lt;br /&gt;Ajeitando a cota de malha e penteando com as mãos os seus desordenados cabelos que insistiam em espetar nos lados como pôde, D. Epifânio preparou-se para saudar quem ia a passar.&lt;br /&gt;Ainda teve de esperar mais de uma hora, que a caravana vinha longe, e as estradas ainda não estavam alcatroadas na Idade Média, por isso, a essa altura, teve já o prazer da presença do seu companheiro Baldomero, que se conseguia manter direito à custa de estar agarrado, num dos lados, ao seu cajado predilecto (herança de seu pai Olegário, que já o tinha herdado do seu pai, e assim por diante) e, no outro, à sua mula Canabis, sempre a postos para todas as ocasiões.&lt;br /&gt;“Viva El Rei D. Gervário, o Alarve! E sua filha D. Elvira, a do Remoinho Espetado no Cocuruto!!” – saudou energicamente D. Epifânio, ao que Baldomero secundou levantando ligeiramente a cabeça e titubeando “mm…mm…mm… coiso!”&lt;br /&gt;Para mal dos pecados de D. Epifânio, o elegante cavaleiro da armadura dourada que liderava o cortejo tirou o seu elmo e revelou-se com um olhar mordaz e superior inequivocamente dirigido a D. Epifânio.&lt;br /&gt;Era D. Alarico, o mais figadal inimigo de D. Epifânio desde os tempos em que ambos eram pajens, numa altura em que tinham lições juntos, e em que lutavam para chegar ao lugar de escudeiro e, no futuro, de cavaleiro.&lt;br /&gt;D. Alarico era um safardana, troca-tintas, que apunhalava as pessoas pelas costas, era estrábico, cheirava muito mal dos pés e ai de quem se chegasse ao pé dele quando levantava os braços!&lt;br /&gt;Estas são as palavras de D. Epifânio.&lt;br /&gt;As damas da Corte dizem-no corajoso, intrépido, charmoso, de finas palavras, mas não tão finas maneiras à mesa, com uns belos olhos azul céu, pestanudo, de generosa trunfa (aqui não consegui averiguar se seria qualidade ou defeito), com aquele narizinho arrebitado e o rabinho no lugar.&lt;br /&gt;Como menestrel de qualidade, limitei-me a transcrever o que tem sido dito por aí. Até porque nem vou aos balneários dos cavaleiros comprovar a veracidade das palavras das aias da Princesa!&lt;br /&gt;Pronto, voltando à nossa crónica, parece-me sensato dizer que não era só por este motivo que D. Epifânio e D. Alarico não sentiam muita simpatia um pelo outro. Para ser o mais verdadeiro possível, devo confessar que eles, basicamente, se odiavam vigorosamente!&lt;br /&gt;Outro dos motivos que levara a esse sentimento tratava-se precisamente da pessoa que ia dentro da carruagem com os símbolos reais, a dormir que nem uma lontra, mas não sou eu que devo pôr as coisas desta maneira, porque se trata da mais predilecta das aias da espirituosa e doce Princesa D. Elvira, a do Remoinho Espetado no Cocuruto, a mais elegante, a mais dedicada, a mais prendada para fazer as fatias paridas cheias de mel que Sua Excelsa Remoinhidade tanto gosta – a senhora D. Matilda.&lt;br /&gt;Ora estes dois cavaleiros de sua Alarvidade lembraram-se os dois de cair de amores por esta suave donzela ao mesmo tempo, que foi no Verão passado, quando ela veio para estes lados. D. Alarico dá-se ao extremo de insinuar que “a moça é dele por motivo de ter sido ele a vê-la primeiro!”, o que não foi ainda provado, pelo que é só a palavra dele contra a de tantos outros que alegam precisamente o mesmo fundamento…&lt;br /&gt;D. Epifânio é uma pessoa mais discreta, o que quer dizer que, cada vez que se encontra frente à Senhora D.Matilda, perde o pio.&lt;br /&gt;E foi o que aconteceu desta vez também.&lt;br /&gt;Acompanhando a caravana até ao castelo, bem lá ao fundo, calado, de braços cruzados, com o elmo baixo sobre a cara e a fazer uma birra, foi o bravo D. Epifânio, com o seu braço direito Baldomero, o da potente carroça de dois eixos, agora estacionada ao pé da taberna do Pepe, o Galego, onde começara a noite anterior, caminho que ainda durou mais de uma hora, porque na Idade Média ainda não havia estradas alcatroadas, acho que já tinha mencionado esta circunstância.&lt;br /&gt;Ora ao chegar às portas do castelo, já o trunfoso D. Alarico tinha uma comissão a recebê-lo. Precisamente o seu clube de fãs, com uma chungaria digna dos Beatles, empunhando um elucidativo cartaz “Alarico és o meu anti-depressivo!”. É que além de ser aquelas coisas todas que ele já é, D. Alarico ainda canta, sendo muitas vezes chamado a fazê-lo nas festas do castelo!&lt;br /&gt;Para dizer a verdade, o Clube de Fãs de D. Alarico é composto por apenas dois membros… D. Urdilde e D. Fagilde, também conhecidas como “as gémeas do terror”, ajudantes infalíveis de D. Alarico nos seus planos maléficos para fazer D. Epifânio passar por totó em frente à senhora D. Matilda.&lt;br /&gt;Enfim, isto começou tudo afinal porque, quando chegaram ao castelo, D. Gervásio,o Alarve, achou por bem revelar que estava um bocado agastado e, depois de uma longa conversa, sem qualquer nexo porém, com Baldomero sobre o tópico “o jarro é sagrado”, resolve-se a mandar todos os seus cavaleiros a dar uma volta e procurar o tal do jarro.&lt;br /&gt;Menos o Cavaleiro D. Choramingas, é claro. Por razões óbvias!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-7419561305645458593?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/7419561305645458593/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=7419561305645458593' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/7419561305645458593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/7419561305645458593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2007/04/demanda-de-depifnio-e-de-baldomero.html' title='A DEMANDA DE D.EPIFÂNIO E DE BALDOMERO - CAPÍTULO 1'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-1996743452592288050</id><published>2007-03-29T08:35:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:11:12.134-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>CAPÍTULO 13 – Afinal este botão servia para quê?</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;CAPÍTULO 13 – Afinal este botão servia para quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia amanhece finalmente solarengo e ameno, depois de umas longas semanas de vento frio e de chuva.&lt;br /&gt;O sol brilhava suave por entre as folhas novas dos plátanos, os pardais e as andorinhas andavam num alegre rodopio, e até o Pato Jeremias resolvera sair da sua concha para vir apanhar um bocadinho de calor, esticar as asas e, quem sabe, petiscar as tostas com doce de morango do costume.&lt;br /&gt;O calendário marcava o 13.&lt;br /&gt;Sim, era um dia perfeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, este é o último capítulo.&lt;br /&gt;Assim, os assíduos leitores deste blog terão pelo menos algum interesse ou, quem sabe, uma certa curiosidade ou, no mínimo, uma ligeira comichão para saber como isto “acaba”.&lt;br /&gt;Não um “acabar” definitivo, como o das novelas da TVI, em que só no último capítulo se descobre quem matou o António, e tem de vir a cassete lá não sei de onde de helicóptero, e com mais aparato policial que o próprio Primeiro-Ministro.&lt;br /&gt;Este é um “acabar” daqueles que pode ter continuação.&lt;br /&gt;Se conseguir vender esta ideia à TVI, posso começar a ponderar a hipótese de deixar de gastar 2 € em Euromilhões cada vez que há jackpot e me lembro de ir registar o boletim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora qual novela da TVI, a “Odisseia do Tacho” tem alguns finais previsíveis – como terminar toda a gente na Festa da Caldeirada da Maria Odete a comer e à porrada – e outros… que nem por isso…&lt;br /&gt;Pronto, para ser simpática, também começa com uma festa!&lt;br /&gt;Como não poderia deixar de ser, o casamento do Xavi Fuentes, já esquecido da Joaninha, com a Maira Casimiro, filha do Xico, o Psicopata, e afilhada da Ti Faustina, o que quer dizer que… sim, a velha senhora lá está no altar, como traje duro e melancólico das viúvas portuguesas, sentada no seu banco de três pernas, a dar com a sua fiel bengala nas canelas do Espanhol…&lt;br /&gt;Há uma diferença, porém. A Ti Faustina aderiu à moda da maquilhagem… mas não foi ainda essa a razão para a fazer tirar o buço do queixo…&lt;br /&gt;Como se não bastasse esta tormenta, já o pobre Espanhol vai bem enfeitado… com o olho direito negro – ok, estou a ser branda… o olho está completamente fechado, de tão inchado… - 3 arranhadelas no lado esquerdo do pescoço, e um ligeiro coxear. As marcas do Amor…&lt;br /&gt;Ao olhar com mais atenção para os convidados que limpam as lágrimas à chegada da noiva, podemos ver quem ficou com quem, que é o que se quer saber num final.&lt;br /&gt;Também temos uma preferência pela forma trágica como se lixa o mau da fita, mas aqui não temos desses gajos, pelo que ficamos mesmo pelos casaizitos…&lt;br /&gt;A Joaninha fica com a Marilice Esteticista.&lt;br /&gt;A Marilice Esteticista é a prima do Espanhol, que veio para a ocasião, e que se reencontrou com o seu grande amor – sim, a Joaninha.&lt;br /&gt;Abrem o Cabeleireiro Marilice, onde a Marilice vai colocar em prática as técnicas ancestrais de arrancar os pêlos do buço com cera quente, que aprendeu no Oriente profundo, num cabeleireiro ali para os lados de Sacavém. A Joaninha fica radiante, uma vez que não esqueceu o Bruno e ele até achou giro alinhar na rambóia.&lt;br /&gt;Ao lado delas, temos o R.J., o Fanhoso, que lá se acabou por ajeitar com o Índio George, e descobriu que há mais da vida para desfrutar.&lt;br /&gt;Mais atrás, o António Luís e a Débora – ele percebeu finalmente que a Débora, afinal, até é uma moça jeitosa para se levar para casa: sabe cozinhar, lavar as escadas, desentupir a pia, e ainda fazer uns biscates no carro e abrir frascos, coisa que, às vezes, lhe dava cabo da paciência, porque ele era um bocado fraco de braços, só era pena o seu buço anormalmente desenvolvido…&lt;br /&gt;O Valentim, por vezes, também se junta a eles e, nos dias bons, também a Maria Odete, que revela que se tornou vidente depois de ver um porco numa motorizada, no ano em que foi à concentração de Faro.&lt;br /&gt;O Ricardão da Oficina não veio ao casamento. Agarrou na garrafa de hélio, na ambulância e arrancou direito ao Alentejo perdido para tentar encontrar ovnis.&lt;br /&gt;O Júlio Cangalheiro lá apareceu, vindo directamente do aeroporto, com as suas assistentes Jaciara, Márilin e Ivenka, mas desta vez lixou-se, porque teve de as partilhar com o Guarda Arnaldo (sempre debaixo dos olhos dos seus adorados pais, o Guarda Januário e a Sra. D. Maria dos Prazeres), e com o seu primo Marco dos Correios.Outros que não se vêm aqui são o Cláudio, o Gótico, a Giséla Sóraia, a Odete Maria e o Óscar, o Padeiro, que estão enfiados no confessionário a jogar Mikado. É que a Giséla lá descobriu um enquanto qualquer no Cláudio, e a Odete Maria descobriu um extracto da conta bancária do Padeiro…&lt;br /&gt;Depois do terno “Sim” dado pelos noivos, passa-se ao “Vamos lá mas é para a festa!” habitual.&lt;br /&gt;O Valentim insiste em que se faça uma corrida de bicicletas, pelo que quem tem bicicleta lá se junta.&lt;br /&gt;O Bruno ganha a corrida, porque ia de lambreta, e o Valentim, de acordo com a noiva, que percebe disso, “está livre de perigo, mas fora da corrida após colisão com a árvore”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-1996743452592288050?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/1996743452592288050/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=1996743452592288050' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/1996743452592288050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/1996743452592288050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2007/03/captulo-13-afinal-este-boto-servia-para.html' title='CAPÍTULO 13 – Afinal este botão servia para quê?'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-2286665364755678598</id><published>2007-03-02T05:43:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T02:11:31.190-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>CAPÍTULO 12 – QUEM NASCE PARA LAGARTIXA, PODE REALMENTE METER UM CROCODILO NOS EIXOS</title><content type='html'>Ao longe, no ambiente aconchegante da cozinha centenária da casa, um rádio a pilhas em cima do balcão captava numa estação mais pacata um êxito do Tony de Matos.&lt;br /&gt;Com um sorriso saudoso, olhando as violetas no parapeito, a Ti Faustina recordava os dias em que… bem, não era tão velha e perra, e em que os bicos de papagaio não a obrigavam a dizer mais palavrões do que o seu afilhado Xico, o psicopata da Cadriceira, nos dias bons. Nos dias maus, ele preferia arranjar maneira de enterrar alguma coisa no seu terreno…&lt;br /&gt;Num breve momento de distracção, e também devido a não ver a ponta de um corno à frente do nariz, acaba por acertar com uma basta quantidade de água do regador no Tareco, que estava no degrau do quintal a apanhar um pouco de sol nestes dias frios.&lt;br /&gt;Tareco não se faz rogado e recolhe às proximidades da lareira da cozinha, onde a Ti Faustina assa dois chouriços para o seu lanche, ainda do stock da Mulher dos Chouriços, de quem enviuvou o Homem do Talho há uns meses atrás.&lt;br /&gt;Bem… faz-se só um pouco rogado, porque se ouriçou todo, lançou um par de bufos relativamente expressivos e largou a correr para dentro da cozinha com as unhas de fora.&lt;br /&gt;A Ti Faustina tinha muito em que pensar hoje. Ia ter uma visita! A sua afilhada Maira Casimiro, filha única do seu afilhado Xico, que trabalhava no Vaticano, e que há longos anos não vinha à terra.&lt;br /&gt;A Ti Faustina ainda se recordava da pequenita Maira, que ajudara a criar, de olhinhos perspicazes, compleição concentrada e língua entre os dentes enquanto fazia uma autópsia caseira a uma ratazana que trouxera do celeiro, apesar de já saber que a causa da morte tinha sido uma pedrada certeira lançada pela própria Maira… E quantas vezes não tinha contribuído com bisturis e gazuas para a sua cândida colecção de materiais de experiências… Ah, muito sossegada era aquela pequena, e silenciosa: nunca lhe dera muito trabalho.&lt;br /&gt;Estava a Ti Faustina sentada no degrau, ao sol, embrenhada nas suas cogitações de pessoa muito muito idosa, quando se recorda o Tareco de fazer das suas – e lá passa ele a correr esbaforido, todo eriçado e com o pêlo a arder, vindo da cozinha, onde estivera à beira do borralho a tentar acabar a sua sesta.&lt;br /&gt;“Raios partam mais’ó gato, já chamuscou o pêlo outra vez!” – pensa – “É bom que não me tenhas ido aos chouriços, senão faço de ti uma farinheira!” – grita para o quintal a Ti Faustina, levantando-se e dirigindo-se com vagar para dentro, apoiada pela bengala que já tinha sido da sua avó, Ti Balbina, enquanto a Fernanda Maria acaba o seu fado no rádio, e uma ambulância passa a alta velocidade ao portão.&lt;br /&gt;Ao chegar à porta fechada da sua própria oficina, o Ricardão suspira, conformado. Sai da ambulância, que conduz em part-time, porque assim tem uma desculpa viável para meter uma abaixo e acelerar no vermelho, ou fazer as rotundas em sentido contrário, e agarra na garrafa de oxigénio, dirigindo-se à vítima de mais uma fatalidade, caída lá dentro: o António Luís...&lt;br /&gt;Aproveitando o turno de serviço do Ricardão, o António Luís agarrara na Famel Zundapp do Guarda Januário, sem saber que esta estava alterada, e que tinha sido apetrechada com um escape de rendimento Marshall, e entretém-se a fazer ratters e a acelerar às voltas dentro da oficina, com a porta fechada por causa do barulho(???)...&lt;br /&gt;Eventualmente, caiu para o lado, completamente intoxicado, daí o Ricardão estar agora a ministrar-lhe vigorosas doses de... oxigénio?...&lt;br /&gt;Oh não, saindo à pressa, o Ricardão trocou a garrafa de oxigénio da ambulância... pela garrafa de hélio de encher os balões para o arraial!&lt;br /&gt;Estava o caso mal parado, não fosse a miraculosa coincidência de ir a passar naquela altura à porta uma figura ríspida e direita como se tivesse engolido um pau de vassoura, de óculos de sol e vestida de negro, a austeridade e a rigidez em forma humana, que se apresentou com o seu cartão – “Maira Casimiro – Advogada do Diabo” – e que deu uma valente biqueirada na canela do António Luís, dizendo: “Este está curado. Vê lá se deixas as alucinações!”, ao que o António Luís singelamente respondeu:”Aaaaaaaiiii!”&lt;br /&gt;Passada a tormenta, e já recomposto do trauma sofrido, logo quis António Luís apresentar a sua nova amiga aos restantes frequentadores da Sociedade Recreativa, aproveitando para ir visitar a sua musa Maria Odete, que hoje estava em dia de alheiras fritas e que, se estivesse de bom humor, era capaz de lhe dobrar a dose de rancho, em vez da espinha, como era mais habitual.&lt;br /&gt;Ora não era só o António Luís que estava a par da ementa do dia na Sociedade Recreativa, pelo que, quando lá chegou, já o Espanhol tinha aviado duas travessas daquilo, e estava, com as bochechas, o nariz e a testa completamente lambuzados, o botão das calças aberto e uma toalha de mesa ao pescoço a fazer de guardanapo, a limpar o resto do azeite com grandes bocados de pão caseiro, directamente da travessa já vazia.&lt;br /&gt;Para piorar, lançou um monumental arroto à entrada de António Luís e de Maira Casimiro em cena....&lt;br /&gt;Pois têm os assíduos leitores deste blog de ver que isto não são preparos para se apresentar a uma senhora. Não é maneira, sequer, de deixar uma boa impressão.&lt;br /&gt;Mas como para estes lados, tudo corre em sentido contrário...&lt;br /&gt;...foi precisamente isso que aconteceu...&lt;br /&gt;Maira, perplexa e completamente apanhada de surpresa, tira lentamente os óculos para poder observar aquela pérola da natureza, enquanto o seu queixo se descai levemente, não conseguindo, no entanto, ocultar um subtil sorriso de agrado que se soubera desenhar nos seus lábios carnudos.&lt;br /&gt;Xavi Fuentes limitara-se a ficar estático, não conseguindo retirar o olhar daquela beleza exótica que lhe aparecera de repente na vida. Lembrou-se então das palavras da vidente Maria Odete, há umas semanas atrás: “O Amor surgirá em breve!” (com eco...)&lt;br /&gt;Bem, ainda era cedo para se pensar nessas coisas, mas lá que a cachopa era jeitosa...&lt;br /&gt;Pensando isto, sorriu, limpou os beiços à toalha, arrancando-a masculamente do pescoço e, achando que não estava em condições de perder tempo, logo ali arrebanhou Maira e a beijou.&lt;br /&gt;Ela deve ter pensado mais ou menos a mesma coisa, porque não fugiu. Também, comparada com o Espanhol, não tinha propriamente tamanho para isso.&lt;br /&gt;Quem não se ficou pelos azeites foi uma das testemunhas deste encontro romântico e afectuoso de duas almas que se procuravam ardentemente: a Giséla Sóráia, que andava de olho na presa, isto é, no Espanhol, há já alguns dias, e num eufórico e saudável processo de galação.&lt;br /&gt;Para além de ficar verdadeiramente chocada, uma vez que foi trocada, afinal, por uma amostra de gente – uma coisa baixinha, quase sem carnes, mais parecida com uma tábua de passar a ferro, mas que teve o condão de deixar o espanhol a ver tudo a andar à roda e com um sorriso parvo na cara.&lt;br /&gt;“Bem, o melhor mesmo era lançar o anzol a outro peixe”, pensa, olhando pelo cantinho do olho para o Cláudio, o gótico, que estava lá no fundo a tentar descobrir com uma faca a razão pela qual a sua torrada não saia da torradeira ligada.&lt;br /&gt;“Este caramelo aqui é de estouro!”, pensou Giséla.&lt;br /&gt;No meio disto tudo, quem ficou a ganhar foi a Odete Maria, nomeadamente através da sua sex-shop “Paraseuparaíso”, que acabou de inaugurar a secção “mariquices para pessoas niquentas e os seus bichos de estimação parvos com'o c***”&lt;br /&gt;É que a misteriosa Maira era detentora de uma ligeira perversão Sado-maso... e isso precisa de alguns instrumentos específicos...Assim, ao assumir o seu súbito e assolapante romance, a Maira e o espanhol conseguem juntar o útil ao agradável: ela gosta de dar, ele gosta de levar... o casal perfeito!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-2286665364755678598?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/2286665364755678598/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=2286665364755678598' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/2286665364755678598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/2286665364755678598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2007/03/captulo-12-quem-nasce-para-lagartixa.html' title='CAPÍTULO 12 – QUEM NASCE PARA LAGARTIXA, PODE REALMENTE METER UM CROCODILO NOS EIXOS'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-116911329122169248</id><published>2007-01-18T01:40:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T02:11:49.705-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 11</title><content type='html'>CAPÍTULO 11 – CAMPANHA DE LIBERTAÇÃO – SEXTA-FEIRA, A QUEIMA DO MAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Maldição, bruxedo, inveja, mau olhado, feitiçaria, praga e amarração!”&lt;br /&gt;“Consultório Espiritual, Terapia on line e papéis de parede com imagens da terra santa”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era esta a mensagem no cartaz pregado de forma bastante incoerente à porta da Sociedade recreativa da Cadriceira nessa manhã, quando Maria Odete chegou da praça carregada com os sacos para as perdizes na caçarola que planeara para o almoço desse dia.&lt;br /&gt;Ora aí estava um serão animado e colorido, para variar do animado e colorido das novelas da TVI que duravam até altas horas da madrugada, e que ela seguia fervorosamente, qual maratona de psicopatas tresloucados e vingativos.&lt;br /&gt;Ao seu lado passava agora o Valentim, ainda a queimar os últimos cartuchos da noite da passagem de ano, há 8 dias atrás...&lt;br /&gt;Por ter este ano ficado responsável da distribuição das prendas de Natal, por ter trocado os nomes das caixas e por as ter entregue um bocadito mais tarde – a 2 de Janeiro... – o Valentim (com a ajuda do Bruno, do Cláudio e do sempre impecável apesar de totalmente ébrio guarda Arnaldo – que apanharam uma tosga a beber copinhos de bagaço para afastar o frio) ficou demasiado entusiasmado com esta época, e começou a vê-la com novas cores, e também um bocadinho a piscar... apesar da sua preferida ainda ser o Carnaval... e os feriados todos, de um modo geral...&lt;br /&gt;Por isso, anda agora a exibir umas verdadeiramente brilhantes meias de licra douradas e uns sapatos com salto agulha de 12 cm que eram para a D. Adélia, e uma t-shirt a dizer “Rudolph loves me” que se destinava à sua irmã Joaninha, com o carinho do seu admirador secreto que se assinou, Bruno.&lt;br /&gt;E mais nada!&lt;br /&gt;Maria Odete, alterada, tira da sua mala o frasquinho dos sais e tenta recompor-se, mas o Valentim não lhe dá hipóteses disso, pois ao ver esta época com outras cores, reparou nas mesmo muito exíguas mini saias que a Maria Odete habitualmente usa e, ajeitando os seus caracóis no reflexo do vidro, manda todo o seu charme, assim como quem não quer a coisa...&lt;br /&gt;“Já levei muita moça para a cama graças a este cabelo!” – e acha por bem acrescentar – “Elas ficavam malucas!!”&lt;br /&gt;O Valentim usa aquele penteado desde meados dos anos 80, à imagem da capa do álbum de estreia de Marco Paulo, e tem sido o seu ponto forte nos engates desde essa altura.&lt;br /&gt;O facto de ter o mesmo tipo de caracóis é que tem lixado a vida ao seu irmão Cláudio, cuja tendência é para o estilo gótico, que se torna... algo incompatível...&lt;br /&gt;Eis que logo surge o António Luís que, topando já a jogada do seu hipotético rival (sem desconfiar dos encontros escaldantes da sua amada com o Padre Tom Cruise à hora da confissão, que a cada dia que passa se torna mais pia e frequentadora do templo sagrado...) vem armado com a sua arma infalível para derrotar tipo... rivais... – o Bruno do talho...&lt;br /&gt;A ideia do nosso amigo era mesmo a de irem todos para o pinhal fazer um churrasco e assar uns chouriços da produção da Ti Faustina, que ficou como negócio da Mulher dos Chouriços, de quem o Homem do Talho enviuvou há pouco tempo, precisamente por lhe ter acertado coma faca de matar os porcos nos pontos vitais por várias vezes, de forma não intencional, é claro, coisa que ele teve alguma dificuldade em explicar ao Sr.Juíz, razão pela qual se encontra agora a cumprir pena por homicídio qualificado e teve de ceder o próspero negócio da agora não tão alegre família à Ti Faustina e à sua sócia e braço direito Ti Custódia.&lt;br /&gt;O precioso segredo da confecção exclusiva dos chouriços foi com a Mulher dos Chouriços para a cova, por ter sido apanhada meio desprevenida e não se ter lembrado ainda de apontar a receita.&lt;br /&gt;O que safou o Valentim da tormenta de ser arrastado para um bacanal gastronómico foi o ter ficado a olhar hipnotizado e de boca aberta para o apelativo cartaz, o mesmo se passando com os outros.&lt;br /&gt;Isto aconteceu porque se deram conta, de imediato, que aquilo era capaz de ser uma forma de divertimento bastante agradável, e ficaram com uma súbita e incontrolável vontade de ir para lá a correr.&lt;br /&gt;E foi isso o que aconteceu!&lt;br /&gt;O Bruno, sempre acompanhado da sua lambreta, deu boleia à Maria Odete e às perdizes, mas depois achou por bem voltar atrás e encaixar também lá o Valentim, que manifestava algumas dificuldades de locomoção apetrechado com os sapatos de salto agulha de 12 cm e que até nem se importou de ir com os calcanhares meio a arrastar pelo cascalho.&lt;br /&gt;Chegados a uma barraca colorida plantada no meio do parque, não tiveram dificuldade em se sentir ambientados, até porque os habitantes da Cadriceira em peso estavam todos por lá… sim, até o Padre – agarrado a duas jovens militantes...&lt;br /&gt;A festa até foi animada – entraram em diversas actividades, havia bebidas à descrição, animadoras jeitosas de roupas reduzidas, em suma, divertiram-se imenso... e estão a pensar em repetir...&lt;br /&gt;Mas, provavelmente, os gajos da I...D vão riscar a Cadriceira do mapa deles, na certeza de que nunca vão ser capazes de salvar almas ali – até o pastor Nilton de Azevedo ponderou ficar por lá, verdadeiramente impressionado com os apêndices mamários da Giséla Sóráia e com o seu reduzido decote...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS – Eu gostava de ser assim brutalmente criativa, mas devo confessar que, desta vez, a IURD passou-me à frente... Isto para explicar que o parágrafo inicial é uma transcrição do site dos senhores... ;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-116911329122169248?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/116911329122169248/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=116911329122169248' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/116911329122169248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/116911329122169248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2007/01/2006-odisseia-do-tacho-captulo-11.html' title='2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 11'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-116488199831450847</id><published>2006-11-30T02:19:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T02:12:06.691-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 10</title><content type='html'>CAPÍTULO 10 – COM QUANTAS FITAS SE FAZ UM CAMPO DA BOLA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo à tarde no campo da bola da Cadriceira, que se situa mesmo ao lado da Sociedade Recreativa. De terra batida, com umas fitas de “Crime scene – do not cross”, desviadas de algum lado pelo guarda Arnaldo, de forma pouco legal, à volta, para limitar o espaço de acção do público, o campo da bola da Cadriceira era palco, além dos jogos de futebol, de garraiadas, largadas de vacas bravas, arraiais, bebedeiras, strips concebidos pelo Valentim depois de passar por um qualquer lugar que vendesse álcool, ou depois de comer meia dúzia de Mon Cherries (sim, porque ao Valentim bastava pouco para o levar à loucura – quando foi à ilha das Flores, stressou com a acalmia, e agarrou um bebedeirão para esquecer a vida – bastou-lhe uma mini e dois shots...), enrolanços da Giséla Sóraia, engates do Índio George e outras coisas afins...&lt;br /&gt;Hoje à tarde, porém, procedia-se àquilo para que era suposto servir o campo – a um jogo de futebol. Desta feita, opunham-se o SCUC – Sport Clube União da Cadriceira – e o FCO – Futebol Clube da Ordasqueira.&lt;br /&gt;A multidão rodeava já a empoeirada cena de acção – uns debaixo das árvores, outros com guarda-sóis, outros com uma garrafita para acalmar o pó na garganta, os jogadores aqueciam, o árbitro saia detrás da roulote onde estivera com a Giséla Sóraia, sacudindo o pó da batina e ajeitando o colarinho... Notava-se de forma flagrante a falta da D. Adélia (de lua de mel com o Adérito, nas Maldivas, no mesmo hotel que o Tom Cruise e a Katie Holmes, que casada não é morta...).&lt;br /&gt;O alinhamento da equipa da casa era, como habitualmente, o Óscar, o Padeiro, o Índio George na retaguarda (pois…), o Bruno do Talho, o guarda Arnaldo, R.J., o Fanhoso, o Valentim, ponta de lança, Mister, apara-relva, Director Desportivo, Director da SAD, Tesoureiro do clube e técnico de higiene dos balneários, o António Luís, exímio com o pé esquerdo, mas uma nódoa com o direito, razão pela qual nunca lhe era passado o esférico, o Cláudio, o gótico, irmão da Joaninha e do Valentim, o Xavi Fuentes, que exerce também a função de corrector de apostas e de caloteiro em geral, o Abílio da roulote das bifanas (com mesa de mistura, bola de espelhos e show de Miss T-shirt molhada), o rei da noites da Cadriceira, primo da Giséla Sóraia, que na hora do jogo assegura o funcionamento do negócio, aviando couratos e minis aos embasbacados que se babam para as bifanas e para o seu decote, e, por falta de pessoal válido, o guarda Januário, pai do guarda Arnaldo e agente da ordem na reforma, a assegurar a defesa das traves da equipa. Regra geral, acompanhado de uma Kalashnikov do mercado negro e de uma bazuca aperfeiçoada por ele próprio…&lt;br /&gt;Já a equipa vinda da Ordasqueira na Vanette caquéctica da Sociedade Filarmónica, era composta por: Argolas, Gaspar, Petarda, Frufru, Pirolito, Franquelim, Zé Manel, Boi,&lt;br /&gt;Ginjas, Faneca e Maria Otília na baliza, derivado de na aldeia não existir mais nenhum homem com capacidade de se aguentar nas duas pernas sem o apoio de uma bengala, andarilho ou açaime.&lt;br /&gt;...e o Padre era o árbitro, pois quem mais imparcial do que o representante de Deus na Terra…&lt;br /&gt;… apesar de estar distraído como decote da Giséla Sóraia e com a mini-saia da Débora&lt;br /&gt;(que, apesar de até há bem pouco tempo ter sido gajo, tinha uns presuntos como deve ser) e de ter deixado escapar mais faltas neste jogo do que o Olegário Benquerança para aí na primeira parte do Benfica-Porto…&lt;br /&gt;Mas, infelizmente, como isto nem sempre corre de acordo com o previsto...&lt;br /&gt;...o Valentim lembrou-se de levar a vaca brava da garraiada… e como isso aconteceu depois de passar pela roulote dos coiratos do Abílio e de ter bebido umas 12 minis fresquinhas, acabou por, demasiado entusiasmado como quase golo que marcou, se enrolar na corda com que a trazia presa e, agarrado à bichinha, arrancou a pele ao ser arrastado pelos costados pela areia do campo da bola fora…&lt;br /&gt;...Nada de fora do normal, naquelas paragens...&lt;br /&gt;No final, o resultado do jogo ficou por… com o quase golo do Valentim…zero a zero, e como acabou assim a modos que antes do previsto devido ao incidente do Valentim com a vaca, como de resto já era habitual em todos os ajuntamentos que se realizam na Cadriceira, debandou tudo para a roulote do Abílio, onde a sua prima Giséla Sóraia se entretia agora a fazer equilibrismo com os pratos e os seus avantajados apêndices mamários como vira fazer num circo chinês, na televisão, depois de ter comido um Calipo de limão adoptando as poses da Alexandra Lencastre na Caras da semana passada enquanto, ao mesmo tempo, assava bifanas e teclados de entremeada.…o que levara o Padre Tóm Cruije ao desvario, e que o fizera mandar o António Luís para a rua com um vermelho directo aos 34 minutos da primeira parte, apesar de este já não tocar na bola desde que tinha 12 anos de idade…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-116488199831450847?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/116488199831450847/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=116488199831450847' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/116488199831450847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/116488199831450847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2006/11/2006-odisseia-do-tacho-captulo-10.html' title='2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 10'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-116350990912792680</id><published>2006-11-14T05:10:00.000-08:00</published><updated>2009-01-08T02:12:23.838-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 9</title><content type='html'>CAPÍTULO 9 – E FORMOSA VAI A NOIVA...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde bem cedo na madrugada se ouve da casa de Maria Odete o martelar furioso dos dardos na grossa porta de madeira.&lt;br /&gt;Maria Odete tem como vício, desde há longos anos, para descomprimir os nervos, atirar dardos venenosos a um poster de tamanho real da Dina que ela tem na porta da arrecadação. Desde o Festival da Canção de 92, em que Maria Odete participou, e que foi ganho pela Dina com aquela do “Peguei trinquei e meti-te na cesta...”, que Maria Odete nutre e acarinha um ódio visceral à cantora, não podendo sequer ouvir falar no seu nome sem ter um súbito e arrasador ataque de urticária...&lt;br /&gt;Quando isto acontece, algo não vai bem na vida de Maria Odete...&lt;br /&gt;... e era este, precisamente, o caso. Maria Odete tivera, tarde nessa noite, uma coisa que se poderia designar por um marcante “encontro imediato em 8º grau”, com o novo padre, nas traseiras da loja de Odete Maria, sua companheira de placenta, quando foi lá espreitar para ver se dava conta do paradeiro do António Luís, que há uns dias não lhe punha a vista em cima.&lt;br /&gt;Ora, aqui, parece-me que vamos ter de fazer uma retrospectiva...&lt;br /&gt;Maria Odete e Odete Maria não nasceram na Cadriceira. Não passaram a infância a trepar as árvores nos cabeços nem a roubar laranjas no pomar do Xico, e nem uma adolescência parada no tempo.&lt;br /&gt;Não. Estas nossas amigas surgiram de forma misteriosa na Cadriceira, há alguns anos, vindas de Viseu mas, devido ao seu carácter essencialmente rústico, depressa se integraram no frufru do dia a dia.&lt;br /&gt;No entanto, nunca nada se soube da sua vida anterior. Até hoje. Maria Odete não poderá esconder mais o que a perturba no seu afinal obscuro passado – um romance com o jovem e sedutor padre da aldeia que a viu nascer.&lt;br /&gt;Mas também, se todas as moçoilas tivessem abandonado a sua vida depois de andar às cambalhotas com o padre, hoje Corvos à Nogueira estaria às moscas...&lt;br /&gt;Isto porque António Cruz, conhecido como Tom Cruz (lê-se Tóme Cruije), além do tórrido romance que teve com a bela e fogosa Maria Odete, manteve, ao mesmo tempo, outros... – com a sua irmã gémea Odete Maria, com a prima Alzira, com a Arminda da peixaria, com a Hipólita Frígida da contabilidade, que depois desta aventura passou a usar lentes de contacto, a optar por mini-saias e por tons vermelhos em geral...&lt;br /&gt;Ora devem-se agora perguntar, curiosos, os assíduos leitores desta “Odisseia do Tacho”: “Mas o que raio tem isto a ver com a história?”&lt;br /&gt;Pois bem, o Padre Frederico, que presidira já ao velório da D. Adélia, desaparecera/fugira/eclipsara-se misteriosamente... de novo..., pelo que foi necessário solicitar outro emissário do Senhor, de um modo geral, para as ovelhas da Cadriceira não se deixarem tresmalhar e, de um modo mais específico, para realizar uma cerimónia finalmente à beira de se concretizar – o casamento da D. Adélia... aos 72 anos, depois de ter ficado noiva mais de 20 vezes...&lt;br /&gt;O feliz noivo, a horas de conseguir este feito ainda inatingido, era o pensionista do andarilho. Também conhecido por Adérito, e famoso pelas suas malhas aos ferrinhos, nas actuações do Rancho Folclórico da Sociedade Recreativa da Cadriceira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que eu mais gosto do Xico&lt;br /&gt;É que ele já não é vivo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerimónia tem início com uma marcha nupcial composta pela própria noiva, em homenagem ao seu primo Xico, o serial killer da Cadriceira nos anos 70, que faleceu há muitos anos atrás, pensa-se, com um ataque de lombrigas. É que ele foi para o hospital distrital e nunca regressou... Acabou por se tornar numa Lenda Urbana...&lt;br /&gt;Baseada num poema calorosamente estimado por ela, é entoada à capella pelos acólitos Messias e Bráulio, que acompanham a cerimónia, com a parceria do Bruno do talho ao órgão.&lt;br /&gt;Mas como nem tudo são rosas... o noivo tinha a seu lado a Ti Faustina, a minutos de se tornar a nua sogra...&lt;br /&gt;Ti Faustina, uma peculiar idosa de 90 anos, mãe da D. Adélia. Uma velhota mirrada que nem uma noz e enrugada que nem uma passa, que assiste ao casório sentada num velho banco de 3 pés, mesmo ao lado do noivo, para o poder açoitar energicamente com a sua bengala de madeira de carvalho à vontade, ao som de expressões lúcidas tipo: “Vê lá se atinas, seu moinante!”, ou “Olha lá o que fazes, seu vadio, que eu estou a espreitar-te!”.&lt;br /&gt;A típica viúva portuguesa – pequena, de aspecto frágil, sempre trajada de negro, com o seu inseparável lenço na cabeça, do seu xaile nas costas, também negros, e da sua mortífera bengala.&lt;br /&gt;Completamente desdentada, com buço até ao queixo e uns olhos pequeninos, alterna o seu tempo entre as actividades da igreja com as outras beatas, e o carpir a viuvez no cemitério, com as outras beatas...&lt;br /&gt;Acompanhada da sua irmã e braço direito desde há 73 anos, a Ti Custódia (fisicamente muito parecida, a esta altura do campeonato...), a Ti Faustina gere um ramo de negócios obscuros, tendo como sequazes o Xavi Fuentes e o Don Corleone, e metendo à pala de um nome fictício – Floribella Hardcore – vários produtos de grande procura na loja da Odete Maria, “Paraseuparaíso”, que agora, além de sex-shop, abriu a secção de congelados e de produtos esotéricos.&lt;br /&gt;Bem lá correu tudo de acordo com o previsto... excepto a festa... porque o novo padre voltou a cair em tentação... e desenvolveu um escaldante romance novamente com Maria Odete... e também com a Odete Maria, com a Débora, com a Giséla Sóraia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-116350990912792680?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/116350990912792680/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=116350990912792680' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/116350990912792680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/116350990912792680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2006/11/2006-odisseia-do-tacho-captulo-9.html' title='2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 9'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-116195122688666022</id><published>2006-10-27T05:12:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:12:38.116-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 8</title><content type='html'>CAPÍTULO 8 – “NÃO VÁS AO MAR, TÓINO...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mais uma vez, é dia de arraial na Cadriceira!&lt;br /&gt;Todos os últimos fins-de-semana de Setembro, mais coisa menos coisa, dependendo de como correram as coisas na procissão e do número de habitantes da aldeia ainda com capacidade de andar, desde há 22 anos para cá (ou seja, começou como uma celebração algo tardia do 25 se Abril de 1974...), procede-se ao chamado “Carnaval de Fim da Colheitas”, que se celebra... precisamente... depois de acabar a apanha das peras, das maçãs e da vindima.&lt;br /&gt;A preparação desta festa, que começa com o desfile planeado e interpretado pelos habitantes, e que é seguido da actuação do Rancho Folclórico da Sociedade Recreativa da Cadriceira e por um arraial festivo no parque de merendas junto da mesma, é mantida por todos no mais completo segredo, uma vez que toda a gente quer surpreender o seu vizinho.&lt;br /&gt;Por vezes, as festas são tão vistosas, que aparecem até nos jornais das cidades e vilas em redor. ...regra geral, por causa do desastroso aparato do fogo de artifício nas mãos do R.J., o Fanhoso atestado de sangria, pelas serubas algo ilegais do Índio George, ou pelo elevado número de pessoas que vai passar uns dias ao hospital mais próximo, depois da participação nas diversas modalidades da festa.&lt;br /&gt;Na véspera do Carnaval, o ambiente geral é de grande tensão – Maria Odete previra a queda de um muro em Berlim e a do Fidel Castro ao mesmo tempo que despejara metade do frasco de gindungo angolano na caldeirada, o que coloriu alegremente a vida das pessoas que foram almoçar à Sociedade Recreativa nesse dia, enquanto a sua irmã gémea, Odete Maria, carregou demasiado uma pequena máquina de eléctrodos para uso doméstico e acabou por ter de mandar um guarda Arnaldo de tutu algo aflito e afogueado para Centro de Saúde de urgência.&lt;br /&gt;Toda a gente sentia os nervos à flor da pele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já refeito do susto, mas ainda não totalmente convencido, o Bruno do talho apura a voz no dueto com a D. Adélia, que não se cansa de lançar olhares ardentes e insinuantes ao pensionista do andarilho, o exímio tocador de ferrinhos. Por via das dúvidas, o Bruno trouxe a faca do entrecosto, que esconde entre as folhas com as letras das músicas do ensaio do rancho dessa tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 6h em ponto arranca o desfile de máscaras, que até correu de feição, o que se deveu ao facto de ser a primeira parte da celebração e de ainda estar toda a gente algo nervosa. A partir do meio do desfile – ou seja, à passagem pelo edifício da Sociedade Recreativa – é que as coisas começaram a desviar-se do seu centro, e as pessoas a encaminhar-se decididamente ao lugar habitual... onde começou logo ali, sem qualquer cerimónia, a parte final da festa misturada com o arraial e a actuação do Rancho...&lt;br /&gt;Entretanto, chegou o Valentim, irmão da Joaninha das Autópsias e do Cláudio, o Gótico, viciado em touradas, que saiu do hospital, onde foi passar a noite (com o relatório clínico de coma alcoólico e de duas costelas partidas), ainda meio bambo, depois de lá ter ido parar por ter ido para a largada na festa da Ordasqueira com uma grande tosga e de ter levado uma marrada de uma bezerra, e que está a pensar em ir outra vez, depois de meter para dentro uns dois ou três bagaços, para ver se ainda apanha a parte das vacas bravas...&lt;br /&gt;Mas a festa até estava agradável e o Valentim lá foi vestir a primeira coisa que lhe passou pelas mãos – que foi um disfarce de mulher fácil, com o seu sempre presente telemóvel pendurado ao pescoço... - e depois de andar a tarde toda a beber uns shots experimentais do Índio George, acabou por se fazer ao António Luís que, provavelmente por lhe ter feito companhia nos shots, não se apercebeu da cabeleira longa de caracóis louros meio caída para trás, de uma mama obviamente mais abaixo que a outra, da barba de 4 dias... e nem do bocado de caldo verde ainda pendente do seu basto bigode...&lt;br /&gt;Já o incorruptível guarda Januário andava a fazer a ronda – sim, que ele nunca perdera o hábito – armado com a sua caçadeira de dois canos alterada e com os seus poderosos cartuchos de fabrico artesanal – que há alterações que ele gostaria de incluir na profissão mas que não o deixaram, pelo que ele aproveita a reforma para as fazer – e já com um nível de imperial demasiado elevado no sangue para o que seria desejável – porque há hábitos que se criam... – quando dá com o Cláudio agarrado a uma bilha de Petromax, com um saco de plástico numa montagem que lhe provoca umas risadas parvas a ele e ao espanhol, enquanto o cão Piruças se mantém hirto e com uma firmeza de tropa ao pé do seu dono, já com os chinelos de Fonseca nos dentes, e o Ricardão da oficina a ensinar a Giséla Sóráia a apanhar moscas com os pauzinhos chineses...&lt;br /&gt;E a noite acaba com todos a comer uma travessa gigantesca de peixe frito feita pela Maria Odete, que está inspirada e até de bom humor, pelo que, uma vez que não tem vontade de matar ninguém, até lhes faz este mimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS1 – Ó Verita, desculpa, mas não resisti...&lt;br /&gt;PPS2 - ...e o Valentim é uma ilusão... não existe... mas quem é que eu quero enganar?...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-116195122688666022?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/116195122688666022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=116195122688666022' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/116195122688666022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/116195122688666022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2006/10/2006-odisseia-do-tacho-captulo-8.html' title='2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 8'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-116074586321275012</id><published>2006-10-13T06:13:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:12:53.892-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 7</title><content type='html'>CAPÍTULO 7 – SEXTA FEIRA 13&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma escuridão profunda e húmida – era tudo o que a vista do Bruno alcançava naquele momento.&lt;br /&gt;Ainda meio atordoado por causa da dose excessiva de sangria e Brandymel da noite anterior e por ter tropeçado em sabe-se lá o quê, ao Bruno do Talho parecia-lhe ainda ouvir a voz do Cláudio, o gótico, a ecoar estridentemente no seu cérebro.&lt;br /&gt;Talvez fosse melhor voltar a adormecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amanhecer surgiu, límpido e luminoso, pelo quintal da Maria dos Prazeres dentro. Enquanto a pensionista apanhava, distraída, uns figos gordos e venenosamente doces para o pequeno-almoço, não reparou no seu marido, o guarda Januário, que corria porta fora com um televisor a arder refugiado nos seus braços...&lt;br /&gt;... e nem no espanhol encostado ao pessegueiro com uma garrafa de 1920 vazia nas mãos, nem no Cláudio adormecido encostado à Floribella, a cabra que gostava que lhe dessem alfarroba à boca, que isto as sobrinhas é que lhe escolheram o nome para a bichinha, nem no R.J., o Fanhoso caído entre as alfaces, nem no António Luís enrolado no canteiro dos tomateiros... e nem numa das botas do Bruno caída junto ao poço aberto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram já 4 da tarde quando o guarda Arnaldo saiu debaixo do tanque, onde se refugiara, para a sua mãe não dar com ele. É que seria demasiado humilhante para a sua condição de agente da autoridade ser apanhado bêbado e levar uma sova em frente dos amigos... isto se o pai não se apercebesse...&lt;br /&gt;Se o guarda Januário adivinhasse que o seu perfeito e incorruptível filho único andava para aí a gastar a juventude em bebedeiras, era bem capaz de lhe arranjar uma nova casa... no cemitério...&lt;br /&gt;Sim, porque o guarda Januário, que já não era agente da ordem coisa nenhuma, era um reformado que se entretia com a horta e com o seu macabro hobby...&lt;br /&gt;O guarda Januário, viajado em muitas missões de risco e com uma folha de serviços brilhante e inspiradora, era tarado por armas e afins...&lt;br /&gt;O sótão da casa estava atafulhado de coisas assustadoras como carabinas experimentais, bazucas trazidas por amigos duvidosos, lança-chamas, magnuns (e não são os gelados, garanto-vos!!), e uma autêntica fábrica de produção de cartuchos caseiros!&lt;br /&gt;A preocupação desviante com a segurança inspirou-o até a encher todas as janelas da casa com grades de prisão de alta segurança. Daí o seu problema com a televisão. Que coisa melhor para uma televisão que faz curto-circuito e entra em chamas, do que uma janela aberta mesmo ali à mão??&lt;br /&gt;Foi então que deu conta da bota ao pé do poço... e previu o pior!!&lt;br /&gt;...sim, era o que ele pensava – o Bruno tinha caído ao poço, quiçá numa tentativa de se esquivar da D. Adélia, ignorando o seu escaldante e geriático romance com o pensionista do andarilho.&lt;br /&gt;O guarda Arnaldo, sabendo que não era possível descalçar aquela bota sozinho (passe a expressão...), chamou por socorro, e logo ali foi atendido – por quem ainda estava caído pelos cantos do jardim, pelo Índio George e pelo Ricardão da oficina que saíram esgazeados de dentro da barraca das ferragens de calças na mão e braços no ar,... e pelo guarda Januário, que alvitrou logo: “Vamos fazer uma investigação!”... que não foi muito longa, pois percebeu-se logo onde estava o Bruno.&lt;br /&gt;A questão agora era como o fazer sair... pois, porque ele ferrou pé e não havia quem o convencesse a espreitar cá para fora...&lt;br /&gt;Choveram sugestões de todo o lado, que foram prontamente postas em prática – menos a ideia do vingativo espanhol, que queria fazê-lo sair com fumo, acendendo uma fogueira dentro do poço, certamente ainda não esquecido da atenção da Joaninha, que tinha de partilhar com a vítima.&lt;br /&gt;Com isto tudo já eram quase 9 da noite e ninguém metia nada para o estômago desde a noite anterior, excepto o guarda Januário, que tinha ficado com soltura o dia todo por causa de uns figos que comera ao pequeno-almoço e, a esta altura do campeonato, já temos lá em baixo, além do Bruno, o R.J., o guarda Arnaldo, o Xavi Fuentes, o Ricardão, o Índio George, o António Luís, o guarda Januário, duas cordas, um escadote de madeira, uma caçadeira de dois canos, um estojo de primeiros socorros e a Débora vestida de enfermeira de mini-saia, enquanto a D. Maria dos Prazeres está calmamente sentada no alpendre a ler o “Código de Avintes”.&lt;br /&gt;E, desta vez, quem salva a situação, é a Giséla Sóráia, que lembra que podem chamar os Bombeiros.&lt;br /&gt;E foram todos jantar chocos à casa da Maria Odete!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-116074586321275012?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/116074586321275012/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=116074586321275012' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/116074586321275012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/116074586321275012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2006/10/2006-odisseia-do-tacho-captulo-7.html' title='2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 7'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-115997388473490860</id><published>2006-10-04T07:54:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:13:08.277-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>Odisseia do Tacho - capítulo 6</title><content type='html'>CAPÍTULO 6 – QUEM MORA AO LADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite de Lua Cheia na Cadriceira.&lt;br /&gt;Ao longe, ouve-se o uivo solitário de um cão vadio.&lt;br /&gt;O edifício da Sociedade Recreativa flutua na escuridão...&lt;br /&gt;...sim, depois de varrerem uma tachada de pipis feita pela mão habilidosa do Índio George (...pois...), acompanhada de pão caseiro quente a sair do forno e umas imperiais frescas à maneira, a malta pesada da Cadriceira aproveitou este momento de calmaria para ver o filme “I’ll see you in my dreams”, trazido pelo Cláudio, o gótico, irmão da Joaninha das Autópsias, um rapaz magricela, que usa aquelas calças pretas estrelicadas, vive de noite e pensa que é vampiro. A sua carapinha acentuadamente MarcoPauliana é que não é da mesma opinião, infelizmente...&lt;br /&gt;Ora estava já toda a gente assim meio acagaçada e atenta ao mínimo ruído ou movimento, que se tornavam mais evidentes com os singelos cálices de Vinho do Porto que já tinham entrado nos organismos, quando o Índio George aproveita para ir com o Ricardão da oficina, que come tudo o que mexe, é uma fatalidade, enroscar-se para o wc de serviço.&lt;br /&gt;Eis senão quando vêm os dois a correr lá de dentro, esbaforidos e de calças na mão, perseguidos por uma criatura negra de olhos brilhantes a alta velocidade e a grunhir de forma furiosa... era Eusébio, o Triturador/Aspirador... que provoca um monumental cagaço em que estava na sala da Sociedade Recreativa...&lt;br /&gt;Completamente transtornado, a fugir do edifício pela porta principal a correr à frente da D. Adélia como se tivesse o Encapuçado da Gadanha atrás dele de patins em linha, o Bruno do Talho vomita mesmo em cima dos pés do Júlio Cangalheiro, que ia a entrar acompanhado da Tatiana, da Irina e da Neide Elizete.&lt;br /&gt;O Xavi Fuentes, que mora perto e que já vê tudo a andar à roda, opta por se dirigir a casa na posição “de gatas pela calçada abaixo”.&lt;br /&gt;O guarda Arnaldo, sempre composto, não revela o mínimo indício de estar na fase mais próxima do coma alcoólico.&lt;br /&gt;O pensionista do andarilho, ainda andou agarrado ao Índio George, porque entretanto já tinha perdido o andarilho. Quem o arrecadou foi o Ricardão, porque acha que aquilo ainda pode dar jeito para o arranjo do SLK da D. Adélia, que ele lá tem na oficina com a buzina enguiçada.&lt;br /&gt;Bem, para dizer a verdade, o resto do pessoal ficou a recuperar forças encostado ao balcão, ou a um dos pinheiros em redor da Sociedade Recreativa.&lt;br /&gt;Já cá fora, o R.J., o Fanhoso, com o fresco da noite, tem a brilhante ideia de ir cantar uma serenata à janela da Odete Maria, e logo ali foi acompanhado pelo Cláudio, o Índio George, o António Luís, o guarda Arnaldo, o pensionista do andarilho, o espanhol, o Bruno, todos atestados de imperial, amêndoa amarga, brandymel e sabe-se lá mais o quê.&lt;br /&gt;Ao som de “Uptown Girl” em tons algo desordenados, a D. Adélia acerca-se à varanda, deslumbrada, convencida que, desta vez, o Bruno é seu... porque os nossos amigos se enganaram e, em vez de ir para a frente da casa da musa do R.J., branca com cortinas azuis e vasos coloridos na varanda, dirigem-se resolutos para a casa da D. Adélia, um mamarracho com azulejos de casa de banho vermelhos, típicos dos anos 60, do outro lado da rua...&lt;br /&gt;Farto de tanta emoção contrariada e de tanta energia gasta em equívocos – e ajudado por uns quantos graus de Brandymel no sangue, o pensionista, mandando a busca do andarilho às de vila diogo, encurrala a D. Adélia (agora numa perseguição ainda mais acerrada ao Bruno do Talho) naquela viela ao pé do centro de Saúde, e beija-a o mais loucamente que lhe permite a sua dentadura solta!&lt;br /&gt;E acaba-se o assunto por aqui!! Irra!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.1: Alguns dos factos podem ser fatidicamente verídicos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.2: Ah, e aqui consta uma obscura imagem do Porco Eusébio, captada por uma pessoa que não se quis identificar. &lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4238/3258/320/DSCN0118.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma pessoa apela a que se faça um abaixo-assinado para impedir o futuro destino deste nosso amigo – o tacho.&lt;br /&gt;Afinal, ele é um porco preto. E está muito bem tratado...&lt;br /&gt;VAMOS SALVAR O PORCO EUSÉBIO!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-115997388473490860?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/115997388473490860/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=115997388473490860' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115997388473490860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115997388473490860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2006/10/odisseia-do-tacho-captulo-6.html' title='Odisseia do Tacho - capítulo 6'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-115832914499843895</id><published>2006-09-15T07:05:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:13:25.573-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 5</title><content type='html'>CAPÍTULO 5 – O INSTINTO É UMA COISA FATAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com quem estou a falar?”&lt;br /&gt;A voz no outro lado da linha e o timbre levemente ácido não deixavam margem para dúvida. Apesar de nunca se identificar e de fazer perguntas como se fosse um interrogador/torturador da Pide, já toda a gente na Cadriceira conseguia saber que era a D. Adélia quando ela telefonava – até Natasha, a escultural partenaire/assistente ucraniana do Júlio Cangalheiro, que só falava meia dúzia de palavras em Português, ainda por cima consagradas à sua área de trabalho.&lt;br /&gt;Odete Maria apontou calmamente a encomenda de um chicote novo, 2 pares de algemas com penugem rosa choque da marca Floribella Hardcore e uma lingerie especial modelo Pamela Anderson com almofadões no soutien – medida “seios extremamente flácidos”, que tinha chegado na remessa nova, enquanto deitava o olho ao António Luís, que viera saber do paradeiro do Bruno do talho, mas que ficara, um bocado contra a sua vontade, para um cházito e uma sessão de tortura amarrado a uma cadeira com uma corda daquelas grossas e dolorosas que se usam nas traineiras.&lt;br /&gt;Há já alguns dias que a D. Adélia andava sossegada – ela, que quando não andava a gastar litros de água oxigenada na banheira para aloirar mais o cabelo e intoxicar o organismo, se entretia a rondar tudo o que mexia e que conseguisse agarrar, enquanto se fingia distraída a regar o jardim ou a dar o comer aos pintos.&lt;br /&gt;Coincidentemente, pensou Odete Maria, fazendo rapidamente as contas de cabeça, desde a mesma altura em que se dera pela falta do Bruno...&lt;br /&gt;Ora aí estava um caso que poderia interessar a sua irmã, a mulher que tudo vê... menos o seu pseudo-namorado amarrado a uma cadeira num quarto estreito lá de casa pela sua própria irmã...&lt;br /&gt;Deixando o António Luís a pensar na vida enquanto ia perdendo a sensibilidade das mãos e dos pés, Odete Maria acelerava o passo em direcção à Sociedade Recreativa.&lt;br /&gt;Encontra a Maria Odete a braços com um pequeno problema de cariz profissional – Giséla Sóráia chorava inconsolavelmente o seu arrasador destino, depois da leitura dos búzios – o Índio George nunca será dela, apesar de ela o tentar convencer, por todos os meios, a voltar para o lado certo, mesmo depois de quase o ter convertido para aí umas 4... não... 5 vezes nessa noite – aquela empoleirada no lavatório também conta...&lt;br /&gt;Nem foi preciso Maria Odete arranjar uma desculpa esfarrapada para meter a chorosa e ranhosa Giséla Sóráia a andar – logo ali passava um helicóptero das Forças Armadas, conduzido pela singela Joaninha das Autópsias, que andava a tirar o curso de piloto e que durante uma aula de treino passou – por acaso, é claro – ao quintal da D. Adélia, onde conseguiu avistar a figura trémula do Bruno completamente anestesiado e subjugado, e que conseguiu socorrê-lo, montando ela própria uma arriscada porém eficaz missão de resgate.&lt;br /&gt;O caso estava resolvido!!&lt;br /&gt;Apesar de pensar que tinha sido raptado por seres de outro planeta como julgava – principalmente naquela parte em que se sentiu subjugado pela sonda anal - o Bruno do talho, objecto dos afectos, da atenção e das psicoses da D. Adélia que, bem vistas as coisas, ainda chegava a ser prima do serial killer da Cadriceira famoso nos Anos 70 e que andava com vontade de petiscar carninha fresca, havia sido vítima de uma cabala montada pela própria D. Adélia e por um misterioso homem contratado por ela...&lt;br /&gt;... Conhecido como o “Perigoso e Assustador Pensionista do Andarilho”...&lt;br /&gt;...um homem que a D. Adélia conhecera muito bem no seu obscuro passado e que era um profissional nos anos 50, mas que agora não passa de um... assustador pensionista... num andarilho... mas ele também ainda não se convenceu disso...&lt;br /&gt;Ficou toda a gente pasma com esta aventura do Bruno do Talho, ainda meio atordoado, enquanto iam degustando um churrasco ao ar livre no pinhal ao pé da sociedade Recreativa, e molhando o bico num tal de vinho frizante gaseificado, que começava a deixar as pessoas assim mais levezinhas, porque estava calor e aquilo até escorregava bem...&lt;br /&gt;Entretanto, Maria Odete, já cheia de pedalada e de sangria, começa a cantar um fado do Alfredo Marceneiro numa versão composta e interpretada por ela quando pensou que ia ao Festival da Canção de 92, o que faz com que o R.J., o Fanhoso, emocionado, caía do banco e entale as partes nas cuecas fio dental adquiridas na loja da Odete Maria, facto que ele logo ali revelou, adjectivando as ditas cuecas com uma data de nomes menos próprios...&lt;br /&gt;Lançando ao R.J. o Fanhoso um olhar furibundo, Odete Maria saca da chinela de madeira que tinha no pé e lança-se a ele, ofendida na sua virtude. A irmã não se fica atrás, e aproveita para meter o pé no nariz do Índio George, que tem quase 2 metros de altura, enquanto a Joaninha se descontrai e dá com pote da água na tromba do Bruno, roída de ciúmes de pensar que ele se andava a meter com a D. Adélia, e&lt;br /&gt;Xavi Fuentes preparava-se já para arremessar o cutelo que trazia para o que desse e viesse à Maria Odete, que já não a podia ouvir, quando o Pato Jeremias, ajeitando com a asa o seu risco branco no meio da cabeça, informa:&lt;br /&gt;“A radiografia da cabeça do Santo do Painel do Infante não apresenta sinais de qualquer modificação na execução pictural da sua fisionomia. O modo como se revela uma modificação desse tipo, através da documentação radiográfica, é aliás bem evidente no caso do personagem que, no mesmo painel, se situa entre o Santo e a figurão do chapeirão.”&lt;br /&gt;Na posição mortalmente estática e silenciosamente avassaladora em que ficaram os nossos personagens, apenas o Bruno consegue exclamar:&lt;br /&gt;“Raios partam os patos!! Sabem tudo! O instinto é uma coisa fatal!”E voltou toda a gente à sua vida normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-115832914499843895?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/115832914499843895/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=115832914499843895' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115832914499843895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115832914499843895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2006/09/2006-odisseia-do-tacho-captulo-5.html' title='2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 5'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-115754055868269617</id><published>2006-09-06T04:00:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:13:41.949-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 4</title><content type='html'>CAPÍTULO 4 – À MEIA-NOITE, O SINO DA IGREJA TOCA SEMPRE DUAS VEZES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor abrasador prendia as pessoas dentro de casa – com as suas ventoinhas ligadas ou, em certos casos, os seus potentes e eficazes ar condicionados, a vegetar em frente à televisão com um copo contendo mais gelo que Tang, em estado comatoso dentro das suas banheiras cheias até acima com água fria.&lt;br /&gt;Ao fim do dia, na Sociedade Recreativa, jogava-se ao strip poker e comia-se salada de polvo, que era fresca e escorregava bem com a imperial geladinha.&lt;br /&gt;Meia-noite em ponto, e o sino toca.&lt;br /&gt;“Que curioso!”, comenta a D. Adélia, já só de combinação, “Nunca tinha reparado que, à meia-noite, o sino da Igreja toca sempre duas vezes!”&lt;br /&gt;Repentinamente, esbugalha os olhos de forma absurdamente anormal, solta um esgar de sufoco e PUMBA! Cai para o lado, novamente de perna aberta! Assim, sem mais!&lt;br /&gt;Os outros jogadores, estupefactos e estáticos com as cartas na mão – o espanhol a tirar discretamente um ás de espadas do bolso das calças – nem sabem como reagir. Maria Odete, surgindo na porta da cozinha a cada 10 minutos para espreitar as novidades, é a única que consegue ter a noção da realidade: “É melhor chamar o cangalheiro.”&lt;br /&gt;O Índio George concorda logo e dirige-se aos pulinhos para a casa de banho, para retocar os seus longos cabelos negros.&lt;br /&gt;Com um telefonema apenas, surge Júlio, o cangalheiro. Também conhecido por ganhar sempre os prémios de rapaz mais giraço do liceu e o de crânio a Matemática, Português, História, Filosofia, Literatura e Geografia. Hoje em dia, divide a profissão de cangalheiro com um part-time como angariador de bailarinas exóticas no estrangeiro. Que é como quem diz no Brasil, onde vai em trabalho/férias 4 a 5 vezes por ano.&lt;br /&gt;Por vezes, em vez de sair Júlio, sai Xúlio, e foi assim que os Pedaços de Noz conseguiram o seu primeiro grande êxito.&lt;br /&gt;Em menos de 20 minutos, Júlio e as suas bem torneadas e de vestimentas reduzidas assistentes Edneide, Máribéu, Gélzi, Candelária e a ucraniana Natasha preparam um velório à maneira.&lt;br /&gt;Colocam a D. Adélia – mais composta, é claro – no seu caixão rosa bebé, que estava guardado em casa para uma ocasião especial, enfeitam a sala com gardénias e velas de cheiro a framboesa e, cumprindo um dos seus desejos finais, trajam-na com a camisa de dormir modelo Princesa Diana, que a D. Adélia tinha comprado em suaves prestações na loja da Odete Maria, também para uma “ocasião especial, que não era propriamente esta, mas que também servia.”&lt;br /&gt;Pontualmente, chega também o Padre Frederico, ou não tivesse vindo de boleia com o Bruno do talho, na sua lambreta ultra-rápida, apesar de ter sido disputado por António Luís no seu potente mini vermelho de 79. Ganhou o Bruno porque era maior e conseguiu enfiar o António Luís no contentor do lixo, e o Padre teve de se render às evidências. Contra factos não há argumentos, é o que se diz, parece!&lt;br /&gt;Madrugada dentro, estavam já os habitantes da Cadriceira presentes no velório meio adormecidos com o calor e completamente dormentes com o enjoativo aroma que se propagava das velinhas quando a Giséla Sóráia, entretida com o último livro da Margarida Rebelo Pinto, para passar o tempo, exclama: “Foi homicídio!”&lt;br /&gt;Logo um calafrio percorre todo o salão da Sociedade Recreativa – onde se optou por realizar o velório – e os olhares ansiosos cruzam-se por várias vezes.&lt;br /&gt;Odete Maria é rápida. “Foste tu!” – apontando para a sua sósia, a irmã Maria Odete – “Tu e aquele chá de acónito que tens ali na cozinha!”&lt;br /&gt;“Não! Foste tu!” – exclama o Índio George, virando-se para o R.J. – “que eu bem te vi a trocar a garrafa de água por uma outra com aguardente!”&lt;br /&gt;“Isso é impossível!” – diz o Bruno do talho. “A garrafa dela dizia Luso, mas o que tinha lá dentro era a aguardente vínica com 90% d&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4238/3258/1600/Rebolho.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4238/3258/320/Rebolho.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;e alcóol que o meu tio Maximiano faz. Mas eu vi o Espanhol a dar-lhe um gato! E pensavas que ela era alérgica!”&lt;br /&gt;“Pués eso no és berdad! Lo gatito Rebolho no hace mal alguno, solo caga.” – responde, ofendido, Xavi Fuentes. “Pero la noche pasada, cuando estube en la casa de Odete Maria – com Odete Maria, una grande maluca – la he bisto a enviar una munheca vudu a la víctima! Eso lo he bisto con estes dos olhitos mui guapos!”&lt;br /&gt;“E aquela armadilha para ursos no quintal? Hum?? Quem poderia ser? Caiu lá o meu primo Marco, que agora está no hospital, coitadinho, nem se consegue sentar.” Lamuria-se R.J., o Fanhoso.&lt;br /&gt;“Só pode ser... o Júlio! Era o único que as sabia construir, quando andávamos no liceu... e um funeral traz sempre lucro...”&lt;br /&gt;“Pois, só que eu estava no estrangeiro. Mas houve quem visse o Índio George a pôr um balde com cogumelos à porta da vítima. Cogumelos esses, já o averiguei, da espécie Amanita muscaria – os cogumelos psicoactivos... e mortais!”&lt;br /&gt;A Maria Odete defende-o – a D. Adélia nem tocou nos cogumelos. Mas ela viu a Débora, a transexual, a colocar o piano de 400 kg numa posição instável, e num lugar onde a vítima passava várias vezes, no caminho para o Centro de Saúde.&lt;br /&gt;E viu o Bruno, no outro dia, a acelerar e a fazer pontaria, quando a D. Adélia ia a atravessar fora da passadeira.&lt;br /&gt;E viu também, ela que “vê mais do que os comuns mortais, é claro, o António Luís, uma noite destas, em que ela estava cheia de insónias e foi para a janela arejar, com as luzes apagadas, por causa do calor, é claro, a dirigir-se sorrateiro ao Cemitério e a voltar com um esqueleto, que ela conseguiu saber depois, e isso já não se pode contar, que são assuntos da sua vida particular, que ele meteu o esqueleto no armário dos cobertores para ver se o raio da velha o abria e morria com o susto, mas isso não cabe na cabeça de ninguém, com este tempo ninguém vai ao armário dos cobertores, mais valia ter posto na despensa, onde a D. Adélia guarda os garrafões de água oxigenada, que, se calhar, foi disso que ela morreu, coitadinha, de intoxicação, com aquilo tudo, e não vi mais nada que, entretanto, já estava distraída com outra coisa, mas isso não interessa para aqui, que são assuntos particulares.”&lt;br /&gt;E, enquanto Maria Odete explicava o seu ponto de vista, já voavam velas, coroas, castiçais, cadeiras, travessas de salada de polvo por aquela sala fora, já o R. J. agarrava o Bruno pelos cabelos, enquanto era açoitado pela Débora, que conseguia também dar com a coroa do “Amor de Mãe” no António Luís, que estava a despejar o jarro de sangria pela tromba da Odete Maria abaixo, que tinha trazido a ponta e mola e já estava a querer saltar para furar alguém a sério, não fosse o Índio George a morder-lhe a canela e a meter a mão no traseiro do Júlio.&lt;br /&gt;O Espanhol já se tinha posto a milhas há muito, quando percebera que as coisas iam começar a aquecer. Ao fundo, com a sua batina preta e os seus óculos de sol, um homem de passado obscuro e desconhecido que veio do Brasil, o Padre Frederico está completamente absorvido pelo Super Mário na sua Nintendo DS Lite.&lt;br /&gt;No momento seguinte, o Guarda Arnaldo, a dormir numa cadeira, acorda e levanta-se num repente. O barulho ensurdecedor que ecoava pela sala pára em uníssono enquanto todos olham para o homem que representa a lei, e ouve-se o sussurro do vento no calor da noite.&lt;br /&gt;A um movimento do Guarda Arnaldo, que leva a mão ao bolso, a multidão grita e foge mais depressa que o Titanic do icebergue.&lt;br /&gt;O guarda Arnaldo tira o telemóvel, lê a mensagem semanal do horóscopo TMN, espreguiça-se e vai à vida dele que se faz tarde.&lt;br /&gt;Sozinha no seu próprio velório, com o Padre Frederico a um canto, imerso nas suas cogitações, a D. Adélia acorda estremunhada, larga duas opíparas bufas, exclama:&lt;br /&gt;“Ai que mal me caíram aquelas ameijoas!”,&lt;br /&gt;sai do caixão e vai para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas da autora:&lt;br /&gt;Gostaria de agradecer ao Luís os seus vastos conhecimentos acerca do tópico “Alcóol”, que me foram de extrema utilidade neste capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Pedaços de Noz existem de facto, e têm uma canção chamada “Xúlio”. Espero, em breve, tê-los disponíveis aqui no blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um grande obrigado à participação especial do gato Rebolho Cagão, numa imagem fornecida por uma pessoa que não se quis identificar porque não estava muito sóbria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-115754055868269617?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/115754055868269617/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=115754055868269617' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115754055868269617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115754055868269617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2006/09/2006-odisseia-do-tacho-captulo-4.html' title='2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 4'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-115693214639190195</id><published>2006-08-30T03:01:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:13:59.664-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 3</title><content type='html'>CAPÍTULO 3 – O REGRESSO DO MORCEGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xavi Fuentes, passeando com o seu companheiro de jornadas Piruças, o cão abandonado, pelo jardim da Cadriceira, comendo um delicioso chupa-chupa de remoinho e dando pedacinhos de croissant do Lidl ao pato Jeremias, trauteava uma cançãozita da sua preferência, agradavelmente bem disposto.&lt;br /&gt;O dia correra-lhe de feição. Os negócios na feira iam de vento em popa, os dvd’s ilegais vendiam-se que nem ginjas, e o guarda Arnaldo, a quem conseguia distrair com uns chocolates vindos directamente de Badajoz, tinha levado os companheiros para uma rusga a um bairro nas redondezas, falsamente alertado (por ele próprio, é claro...) para um negócio ilícito que metia meninas da vida e figuras públicas ligadas ao futebol.&lt;br /&gt;Fora a uma consulta a Maria Odete que, além de ter mão para a caldeirada e de trabalhar como cozinheira profissional para a Sociedade Recreativa, tinha ainda um biscate de vidente, e ela dissera-lhe exactamente aquilo que ele queria ouvir: sorte nos negócios, sorte no amor para muito breve, e uma saúde de ferro. Falou também qualquer coisa sobre “ser tocado”, mas Xavi não percebeu muito bem essa parte, e nem Maria Odete lhe soube explicar porque, de repente, lembrou-se que queria descongelar uma galinha para o jantar e que tinha de ir que se fazia tarde, adeusinho e até um dia destes... Devia ter a ver com qualquer coisa mística...&lt;br /&gt;“Pato! Pato! Pato!”, diz Xavi em fim de conversa. E fez-se à vida descansado.&lt;br /&gt;Encaminhava-se com vagar na direcção do Centro de Saúde, onde o Índio George, que era o enfermeiro de serviço, o esperava para um tal de “exame à próstata”, na certeza de que nada de preocupante daí viria.&lt;br /&gt;Aproximando-se com rapidez na colorida lambreta com o logótipo do talho Luís e Egas, Bruno apitou para o cumprimentar. O espanhol acenou descontraído e avistou na curva da rua o autocarro, pensando que seria uma boa distracção observar as pessoas que regressavam à Cadriceira àquela hora.&lt;br /&gt;Sim, as pessoas do costume, os miúdos que tinham ido passear até à cidade,... nada fora do normal, excepto...&lt;br /&gt;Logo a seguir a um homem musculado, com uma máscara de morcego e uma capa negra, descendo da carreira com suavidade, uma sublime imagem que deixou Xavi Fuentes estupefacto, mas o mais intenso de tudo foi o fugaz aroma a alfazema dos campos da Provença que ficou espalhado em volta, e que se agarrou à sua pele como uma alforreca venenosa sedenta de vítimas desprevenidas.&lt;br /&gt;Era ela – a Joaninha, filha da Arlete Cabeleireira, uma donzela doce, sorridente e prestável, que se mudara para a grande cidade, há uns anos, para trabalhar como Técnica de Autópsias no Instituto de Medicina Legal. E regressava agora, mais encantadora ainda, se tal era possível, a “Joaninha das Autópsias”, como era carinhosamente chamada, e a quem os idosos, aflitos, recorriam em desespero...&lt;br /&gt;Mas não foi só o espanhol que sofreu os efeitos hipnóticos da beleza e candura da Joaninha.&lt;br /&gt;O Bruno, a descer a ladeira a alta velocidade, como habitual, ao sentir o aroma da alfazema, fica completamente desgovernado, e arremessa brutalmente a D. Adélia, que ia a passar, uma senhora dos seus 72 anos, vestida com uma t-shirt rosa choque e uma saia de Floribela, em direcção ao recém-aparado relvado do jardim, de pernas abertas, como nunca se vira! Bem,... como já não era vista há algum tempo... Pronto, há bastante tempo, e não se fala mais nisso!!&lt;br /&gt;Era este o grandioso poder do aroma a alfazema dos campos da Provença que emanava da aura da Joaninha das Autópsias, poder esse que fulminara de súbito as suas mais recentes vítimas: o espanhol e o Bruno do talho que, a muito custo, conseguiram afastar-se em direcção às suas vidas.&lt;br /&gt;Meia hora depois, em frente ao Centro de Saúde da Cadriceira, o Índio George, radioso na sua bata de um branco imaculado, esperava Xavi Fuentes com um sorriso de orelha a orelha. Deu-lhe uma bata para a mão e disse-lhe que aguardaria por ele, com um tom de voz algo meloso, que deixou o espanhol de pé atrás...&lt;br /&gt;Sim, o inevitável encaminhava-se a passos largos contra ele!! Não havia forma de escapar!! Era o Destino!! Maldito!!&lt;br /&gt;Mas, entrando repentinamente no consultório, e encontrando um oprimido espanhol com uma bata aberta atrás, de gatas, com o traseiro espetado, em cima de uma marquesa, com o Índio George já com o indicador e o médio em riste dentro de uma higiénica luva de borracha, o Homem-Morcego contém a desgraça a tempo, dizendo com a sua voz grave: “Arrecada lá isso, que é para não termos chatices!”&lt;br /&gt;E, saindo detrás da sua fluida e na última moda capa preta, a Joaninha, com os seus doces olhos azuis, enfia ela própria um par de luvas e, afastando gentilmente mas de forma inequívoca a mão do Índio George, cumpre rápida e eficazmente a sua missão!&lt;br /&gt;Xavi Fuentes engole em seco e nem pia e, antes de dar conta dela, pronto, o exame à próstata está feito... Mas não é só isso que ele sente! O fascínio que Joaninha exercera sobre ele quando descera por aquele autocarro abaixo tornava-se agora... poesia. Apesar da sua complicada situação. No sentido literal.&lt;br /&gt;Entretanto, passando pela janela a uma velocidade pouco recomendada, com o vergonhoso intuito de espreitar a sua musa, o Bruno do talho testemunha esta cena inspirada e reveladora de tão grande intimidade entre a formosa Joaninha e o safardana do espanhol e, possesso de raiva e de bílis, logo ali o desafia para um duelo de honra.&lt;br /&gt;Infelizmente, nos dias de hoje, é complicado proceder-se a um duelo de honra em condições com a rapidez que se deseja, e foi isso que aconteceu desta vez também.&lt;br /&gt;Assim, agarrando num par de pás de coveiro que havia por ali à mão – pois o Centro de Saúde da Cadriceira fica mesmo ao lado... do cemitério da Cadriceira... – o Bruno do talho e Xavi Fuentes iniciam o seu combate, tendo como cenário o tétrico cemitério da Cadriceira, e como testemunhas a Joaninha, um ansioso Índio George, o Homem-Morcego e duas viúvas de uma idade bastante avançada, que há 50 anos andam a carpir a sua solidão.&lt;br /&gt;Bem, ao fim de algumas espadeiradas no lombo e de um vasto número de nódoas negras no corpo, lá se aperceberam que aquilo é coisa para aleijar como o caraças e que, se calhar, “o melhor é irmos para a Sociedade Recreativa meter umas imperiais e uns cálices de Brandymel para dentro, a ver se isto passa. Ouvi até dizer que o António Luís está a fazer uma tachada de caracóis e tudo!”&lt;br /&gt;“Ai é?”&lt;br /&gt;“Pois é, foi o que me disseram.”&lt;br /&gt;“Então vamos lá!”&lt;br /&gt;Pois... só que o António Luís, inspirado pelo nostálgico especial dos Spandau Ballet que estavam a passar na VH1, abusou um pouco mais na quantidade habitual de gindungo...&lt;br /&gt;Para o resto dos adeptos dos caracóis dessa noite, esperava um ligeiro peso no estômago fora do habitual.&lt;br /&gt;No entanto, Xavi Fuentes, além de ter levado com os dois dedos da “Joaninha das Autópsias” pelas partes íntimas acima por ocasião do exame à próstata referido anteriormente neste capítulo, fica ainda com as hemorróidas inflamadas... e a noite não foi de rosas para ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post Scriptum 1 – Qualquer semelhança entre o Homem-Morcego e o António não é bem coincidência. Especialmente na parte em que o Morcego fala...&lt;br /&gt;Post Scriptum 2 – Já devem ter reparado no aparecimento do Pato Jeremias, uma valiosa sugestão do b_logo, que encaixa perfeitamente numa história amalucada como esta... Não se preocupem que ele aparecerá mais para a frente...Post Scriptum 3 – Gostaria também de deixar aqui um agradecimento ao Luís, pelo seu imenso conhecimento acerca de bandas dos anos 80...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-115693214639190195?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/115693214639190195/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=115693214639190195' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115693214639190195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115693214639190195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2006/08/2006-odisseia-do-tacho-captulo-3.html' title='2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 3'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-115624068607858149</id><published>2006-08-22T02:56:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:14:22.158-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 2</title><content type='html'>CAPÍTULO 2 – “O BAILE DA SOCIEDADE RECREATIVA”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mais um dia resplandecente na nossa cidade, aqui ao som dos Alphaville, na RádiOeste, a rádio da sua escolha. Eu sou o Sérgio Lopes e vou estar consigo nas próximas horas.”&lt;br /&gt;7 horas da manhã num soalheiro dia de Agosto na aldeia da Cadriceira. Um dia perfeito para o que se adivinhava, e que havia sido planeado com meses de antecedência... ou talvez não...&lt;br /&gt;Maria Odete desperta ao som da música, põe o rádio um pouco mais alto e abre a torneira da banheira, enquanto espreita se a irmã gémea, Odete Maria, já acordou.&lt;br /&gt;Não. Odete Maria dorme descansada o sono dos justos depois de labutar até à 9 da noite na sua modesta sexshop, marcando o preço nas cuecas que se comem (com sabor a framboesa, menta, banana, laranja-papaia e frutos tropicais) que chegaram ao fim da tarde e aviando uma remessa de dildos cubanos para a casa da Lanterna Vermelha, em Pontével.&lt;br /&gt;Depois de semanas a trocar as voltas ao sangue do seu sangue, à carne da sua carne, e de andar a frequentar os ensaios para a procissão, hoje sim, finalmente, era o seu dia de glória, a sua ascensão!&lt;br /&gt;... desde que conseguisse eliminar a sua própria irmã de forma desleal, para só uma delas – ela própria, quem mais? – estar presente no desfile de andores, representando a pureza e a solenidade da Nossa Senhora!&lt;br /&gt;Era só esperar que ela não acordasse enquanto lhe esvaziava a gaveta da roupa interior absurdamente ousada (onde se encontrava a que Odete Maria planeava usar...), a levasse para o quintal e a desfizesse com o cortador de relva...&lt;br /&gt;Má sorte ou, como diria o espanhol naquele seu timbre particular e característico, “Pura Madre!”&lt;br /&gt;Odete Maria não dorme. Vigia. Espia a que foi sua companheira de placenta durante 9 meses. E espera. Ela começou a desconfiar: a desmarcação de tantos ensaios, e sempre a mesma pessoa, com aquela voz nasalada, porém estranhamente familiar. E ir a ensaios marcados, para descobrir que, afinal, não existiam.&lt;br /&gt;Era uma dolorosa facada na carne tenra das suas costas esta traição de Maria Odete! Mas a traição não seria completa! Odete Maria estava preparada! Sabia como agir! Era a hora!&lt;br /&gt;Óscar, o padeiro, passava ali àquela hora precisa. Só necessitava de um engodo – ela própria, com aquela vaporosa camisa de noite modelo Grace Kelly, para o atrair à capoeira...&lt;br /&gt;Rápido e infalível! Com o padeiro enclausurado num cárcere trancado por fora com o cadeado da bicicleta, Odete Maria pôs mãos à obra.&lt;br /&gt;Apanhando Maria Odete a jeito no quintal, agarrada como nunca ao cortador de relva, Odete Maria deu-lhe primeiro na cara com a água dos pintos e depois com o tacho de barro. Arrastou a sua irmã desmaiada para o meio das merendeiras e acelerou direita ao descampado ao lado do terreno do serial killer da Cadriceira, famoso nos anos 70.&lt;br /&gt;Agora só lhe restava voltar. Não havia de ser difícil, com uma vaporosa camisa de noite modelo Grace Kelly...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 4 horas da tarde, sai da Igreja a procissão da Cadriceira, para dar a volta à aldeia com os andores enfeitados com carinho e devoção, os anjinhos de asas dependuradas e alguns ainda lambuzados de gelado, e a maravilhosa imagem da Nossa Senhora na...&lt;br /&gt;Mas será possível? Duas imagens? Será um milagre? Será um sinal? Mas então, porque é que uma tem a testa inchada e um olho negro? Porque é que a outra tem cinto de ligas, meias de rede, sapato de salto agulha e cueca fio dental? E por todos os santos e anjos das nuvens celestiais, porque é que elas andam à estalada como dois galos num ringue de apostas ilegais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas horas depois, com as irmãs mais calmas e com os ardores sossegados (e finda a procissão, inevitavelmente mais cedo do que o previsto...), encontram-se já na Sociedade Recreativa os habitantes da Cadriceira, os seus amigos e convidados, para desfrutarem do baile abrilhantado pela banda local Da Rat, pelo Rancho Folclórico da própria Sociedade e pelo Bruno do talho, que além de cantar no rancho, ainda toca órgão em casamentos, baptizados e arraiais em geral.&lt;br /&gt;Convém também à autora desta epopeia informar o leitor mais incauto que nunca esta festa teve um desfecho assim... pacífico...&lt;br /&gt;E esta era outra que tal.&lt;br /&gt;Percebeu-se logo, à sua segunda mini, que a noite ia ser de estalo para R.J., o Fanhoso, que cochicha alguma coisa com o Bruno e logo ali arrecada do bolso um papel, enquanto o companheiro se dirige ao órgão.&lt;br /&gt;Então, ao som do “My heart will go on”, de Céline Dion, interpretado livremente pelo Bruno do talho, R.J., o Fanhoso coloca-se vacilantemente em cima da cadeira e entoa a sua obra: a “Ode à Maria Odete”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Anda cá dá-me uma beijoca”&lt;br /&gt;Diz a Maria Odete em brasa&lt;br /&gt;Esta mulher parece uma foca&lt;br /&gt;Mas é só por causa da barba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sandokan trouxe os amigos,&lt;br /&gt;Maria Odete ajeita o suspensório&lt;br /&gt;Confia o bigode e olha para o ar&lt;br /&gt;“Acho que vamos ter um casório!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai direita para a cozinha&lt;br /&gt;Com a cabeça na panqueca&lt;br /&gt;“Se calhar ainda há tempo&lt;br /&gt;Para jogar uma partida de sueca.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai Maria Odete, minha granda maluca!&lt;br /&gt;Mas que bela mão para a caldeirada!&lt;br /&gt;Nesta terra não há mulher como tu!&lt;br /&gt;É uma raça bem disfarçada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Odete, na cozinha, ainda com a testa inchada e o olho esquerdo na tonalidade Belenenses, concentrada na sua caldeirada, apanha uns laivos da dedicatória, o suficiente para o saco de 5 kg de pó laxante que tinha nas mãos cair em peso no tacho da caldeirada.&lt;br /&gt;Uma distracção que não foi sentida por Maria Odete, mas que o foi, indubitavelmente, pelos infelizes que comeram daquele repasto, e que começaram, primeiro de modo discreto, depois de forma mais óbvia, a ocupar os lavabos do edifício.&lt;br /&gt;Entre eles António Luís que, ao recolher-se ao wc de serviço provoca, sem dar por isso, a derrocada das grades empilhadas à balda e barrica-se a ele próprio.&lt;br /&gt;Foi a pior altura, deve ter pensado, para descobrir que sofria de claustrofobia, mas estas coisas são como a diarreia, que nunca aparece nas melhores alturas, não se sabendo, é claro, qual é a melhor altura, mas como agora até há aquele medicamento, não é nada de muito preocupante.&lt;br /&gt;Para sorte de António Luís, andava a rondá-lo a Débora, a transexual, mas como não podia alombar com as grades, que tinha arranjado as unhas nessa tarde, fez-lhe companhia a cantar o “My heart will go on”, que o Bruno continuava a tocar em transe, como se isto fosse o Titanic, e não o Baile da Sociedade Recreativa, onde havia o caos, as pessoas a correr para as casa de banho, os Bombeiros a chegar, o guarda Arnaldo semi-nu enrolado com a Giséla Sóráia debaixo da mesa, os Da Rat a um canto muito sorridentes debaixo de uma nuvem de fumo.&lt;br /&gt;... ou não fosse este um Baile como os outros todos, na Sociedade Recreativa da Cadriceira...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte deste capítulo é dedicada ao Sérgio Lopes, o idiota que me caloirou quando fui para o liceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-115624068607858149?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/115624068607858149/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=115624068607858149' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115624068607858149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115624068607858149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2006/08/2006-odisseia-do-tacho-captulo-2.html' title='2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 2'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-115589434401089905</id><published>2006-08-18T02:44:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:14:37.429-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Odisseia do Tacho Temporada 1'/><title type='text'>2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 1</title><content type='html'>CAPÍTULO 1 – PODIA SER QUALQUER UM DE NÓS...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o capítulo inicial daquilo que, daqui a 2.000 anos poderá ser considerado como um épico da Literatura Clássica, qual a Odisseia foi para os Gregos...&lt;br /&gt;Isso e o Simplex – há quem diga até que Sócrates é um nome com um certo estilo grego. Isso e a Cicuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste capítulo, vou proceder à introdução dos intervenientes principais. Vão aparecer outros, não duvidem. Pode até ser qualquer um de vós... quem eu encontre na rua, ou no comboio... Por isso, tenham muito cuidado... Até porque a maioria destes que aqui estão, de uma forma mais ou menos irreal, existem de verdade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xavi Fuentes – indivíduo de raça espanhola, com um cão abandonado chamado Piruças, do qual nunca se separa e que tem um Q.I. mais elevado que ele próprio, tem uma mórbida preferência por comer chupa-chupas das feiras em forma de remoinhos... ajuda-o a pensar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vidente Maria Odete (diz-se Bidente Mari’Ódete) – é de Bixeu e fala axim. Tem uma irmã gémea. Exímia cozinheira, especialista em caldeirada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odete Maria – irmã gémea de Maria Odete, dona da Sexshop “Paraseuparaíso” (é mesmo tudo pegado), que trabalhou durante muitos anos como enfermeira no Hospital do Barreiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Luís – que quando era criança acalentava o sonho de ser igual ao Avô Cantigas, e que hoje em dia se assemelha assustadoramente ao senhor... Apaixona-se por Odete Maria, mas depois fica confuso quando conhece a sua irmã gémea Maria Odete. Até porque as duas têm graves problemas de personalidade e acabam por o deixar meio maluco... Usa os mesmos óculos que usava em 1987, conduz um barulhento Mini vermelho de 1979 e ainda ouve todas as noites, antes de deitar, a sua canção preferida, com um copo de leite quente com aguardente de pêra: “Together in electric dreams”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R.J. (Erre Jóta, aka Rui José), o Fanhoso – apaixona-se à 3ª vista por Maria Odete. A 1ª vista foi quando ela estava meio vestida com um fato de Pierrot ao ser apanhada pelo guarda Arnaldo na parte de trás do Citroen AX vermelho do Ricardão, com o Ricardão meio vestido de cowboy, na festa de Carnaval de 92 da Sociedade Recreativa; a 2ª vista foi quando Maria Odete saiu da Arlete Cabeleireira fresquinha de uma permanente à Marco Paulo dos anos 80 e com a pele vermelha de ter tirado o buço. É da sua autoria a “Ode à Maria Odete”. Fica confuso quando conhece a sua irmã gémea Odete Maria, até porque as duas têm graves problemas de personalidade e acabam por o deixar meio maluco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno – o alucinado rapaz do talho que faz as entregas numa lambreta colorida e ultra-rápida, equipada com nitro e escape de rendimento, e personalizada bem ao seu estilo aluado. É também ligeiramente agressivo quando se senta na mota – como se ficasse possuído, com os olhos levemente injectados de sangue, um tique nervoso no olho direito e um esgar assassino que lhe distorce subtilmente o lábio no lado direito, além da postura tipo “Homem das Cavernas montado numa lambreta”. Fora isso, é um excelente rapaz, prestável, educado, canta no rancho Folclórico da Sociedade Recreativa lá do bairro e tem uma relação amistosa com as idosas das redondezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voluptuosa Gisela Sóráia – veio há poucas semanas de Bragança, onde esteve a estagiar. Com as medidas certas em todo o lado... menos no cérebro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Índio George – de 1.90m por 90 kg bem distribuídos. Tem a particularidade de ser gay passivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Débora, a transexual - que antes se chamava Américo.&lt;br /&gt;Apesar de oriundos de lugares muito diferentes, hoje todas as nossas personagens se encontram aqui – no Bairro Zeca Afonso, na Cadriceira... onde se desenrola a nossa história...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-115589434401089905?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/115589434401089905/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=115589434401089905' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115589434401089905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115589434401089905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2006/08/2006-odisseia-do-tacho-captulo-1.html' title='2006 - Odisseia do Tacho - Capítulo 1'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32817893.post-115571608342139195</id><published>2006-08-16T01:13:00.000-07:00</published><updated>2009-01-08T02:15:03.209-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tag? Qual tag?'/><title type='text'>Post 1 - o início</title><content type='html'>Testing... testing...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sabem o que lhes vai calhar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32817893-115571608342139195?l=linhas-de-desorientacao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/feeds/115571608342139195/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32817893&amp;postID=115571608342139195' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115571608342139195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32817893/posts/default/115571608342139195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://linhas-de-desorientacao.blogspot.com/2006/08/post-1-o-incio.html' title='Post 1 - o início'/><author><name>marta, a menina do blog</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-5jcd14C_H1s/TuE2jvpfwqI/AAAAAAAAGzQ/VjjqlkAVTZw/s220/Minha%2Bfoto%2B1.png'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
